Sexta-feira 13: conheça lendas urbanas e lugares assombrados de Salvador

bazar
31.10.2017, 10:00:00
Atualizado: 13.07.2018, 17:36:35

Sexta-feira 13: conheça lendas urbanas e lugares assombrados de Salvador

Teatro Vila Velha, Feira de São Joaquim e Mercado Modelo já foram cenários de histórias bem assustadoras

A voz misteriosa do Carmo
Há 20 anos, um grupo se reuniu para jogar futebol em frente à Igreja da Ordem Terceira do Carmo, no Centro Histórico. Entre eles, estava o comerciante Paulo Passos.

Hoje com 49 anos, ele conta que se juntou com 9 amigos para brincar após um longo dia de estudos. Não havia ninguém por lá, só eles. Entre um gol e outro, os gritos de comemoração eram altos.

A vizinhança parecia não se incomodar, mas algo se manifestou. Enquanto se divertia, Paulo ouviu uma voz pedindo silêncio, bem baixinho, quase sussurrando.

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Achou que era impressão, claro. Insistente, a voz misteriosa repetiu o pedido. Dessa vez, os amigos de Paulo também ouviram. De repente, os portões da Igreja começaram a tremer de forma estrondosa, sendo que não havia sinal de vento algum por lá.

A hora? Mais de meia noite. Em pânico, os meninos saíram correndo. Os jogos nunca mais aconteceram. Paulo, até hoje, não gosta de passar por lá.

O morto da governadoria 
Conta-se entre funcionários da Secretaria de Comunicação do Estado da Bahia (Secom) que, há alguns anos, um servidor que não trabalha mais no local precisou fazer serão. Trabalhar até alta noite em alguns lugares pode ser bastante assustador.

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Pois esse ex-funcionário de um tempo em que o prédio era ocupado pela Governadoria relatou que, ao sair depois de um exaustivo dia de trabalho, enfrentou os corredores silenciosos, apenas iluminados pelas fracas luzes fluorescentes. Nenhum pé de gente viva caminhava no local, além dele.

De repente, uma voz exclama um pedido: “me dá um cigarro?”. Foi alguém que ele conhecia. A voz era do antigo colega de posto, que havia morrido anos antes.

Mas ele não olhou para trás para confimar. Preferiu correr. Recentemente, um paletó foi encontrado numa das salas do prédio. O dono nunca apareceu. Dizem que pode ser do Morto da Governadoria, que esqueceu por lá e jamais foi buscar.

Loira do Palácio
Dalise Figueiredo trabalha na assessoria de comunicação da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), órgão que funciona no Palácio Rio Branco, prédio centenário na Praça Municipal.

Lá, segundo reza a lenda, vive a Loira do Palácio. Era Carnaval e, enquanto centenas de pessoas se divertiam entre as praças da Sé e Castro Alves, Dalise e os colegas trabalhavam.

O silêncio dos corredores vazios ecoava o barulho dos trios. De repente, um grito lá dentro. Dalise correu desesperada para saber da origem do barulho e ajudar quem gritava. Mas se assustou com o que viu: uma mulher loira que ela não conhecia caminhava pelo salão com o cabelo parte desarrumado e parte preso em um pente.

Meses depois, durante uma visita guiada pelo local, uma pintura chama a atenção: a loira. O mesmo vestido e o mesmo cabelo, metade desarrumado, metade preso. A história dela não é conhecida. A única coisa que se sabe é que foi vista vagando no palácio.

O vulto da feira 
Assim como muita gente, a vendedora Leninha Santos, de 53 anos, costuma frequentar a Feira de São Joaquim para fazer compras. Aliás, costumava.

Aos 38 anos, em uma tarde ensolarada na capital baiana, a moça foi à feira em busca de hortaliças. Tudo corria bem, até Leninha sentir uma forte dor de cabeça.

Preocupada com o almoço que ainda ia para o fogo, ela ignorou o incômodo e continuou andando. A escolha, no entanto, não foi das melhores. No meio de um corredor cercado por objetos de palha, Leninha sentiu uma sombra passar por ela. Em choque, ficou parada. Não demorou muito e o vulto passou outra vez.

As consequências foram além do susto. Logo depois de ter a visão, Leninha relata que sentiu seu corpo inteiro doer e a dor de cabeça, que já estava forte, ficou insuportável. Finalmente, ela decidiu voltar pra casa. Quinze anos depois, a moça ainda não teve coragem de voltar àquele corredor.

O segredo da Ebenézer 
Era o primeiro dia de trabalho do segurança contratado por José Miranda, 57, dono da loja Ebenézer, que há exatos 15 anos vende roupas e artigos de decoração no Terreiro de Jesus.

Por normas da Prefeitura, os extintores do local precisavam ser trocados. Essa seria a primeira tarefa do rapaz. Era uma segunda-feira e ele, muito responsável, chegou cedo à loja.

Após fazer a limpeza, subiu ao segundo andar para trocar os extintores. Chegando lá, pegou o antigo e desceu. Porém, quando subiu novamente, algo estranho aconteceu: do andar de baixo, José ouviu gritos.

Em questão de segundos, o segurança desceu em estado de choque, com lágrimas nos olhos e tremendo dos pés a cabeça. Na mesma hora, pediu demissão. O que ele viu? José ainda não sabe. O rapaz, que até hoje ronda pela vizinhança, nunca quis dizer.

Os espíritos do mercado 
Vigia noturno do Mercado Modelo, Edimar Mota, 44, estava em mais uma madrugada de trabalho. Porém, enquanto fazia a ronda, foi surpreendido: a imensa parede de vidro, perto das escadas do segundo andar, desabou. Apreensivo, foi atrás dos outros seguranças.

Todos ouviram o barulho que, segundo Edimar, foi ensurdecedor. Preocupado com a estrutura do Mercado, o rapaz estava pronto para acionar os órgãos responsáveis.

No entanto, quando voltou, algo estava diferente: a parede. Intacta e sem uma rachadura sequer. Assustados, dois dos colegas de Edimar pediram demissão pouco tempo depois.

Além do episódio, que aconteceu em 2015, quem trabalha pelo local - que já passou por 5 incêndios - garante que gritos e pedidos de socorro são escutados frequentemente, principalmente perto da entrada do subsolo, interditado há mais de 10 anos.

O fantasma do teatro
Todo teatro que se preze tem um fantasma para chamar de seu. Com o Vila Velha não seria diferente. Conta-se, entre pessoas que trabalharam no local, que um antigo morador ocupa corredores, salas de ensaio e camarins.

A história é confirmada por uma das mais antigas funcionárias, dona Iraci Duarte, que atualmente trabalha no Cabaré dos Novos, o café do Vila.

Muita gente diz que já viu, outras repetem o que ouviram dizer... Afinal, o ator João Augusto, um dos fundadores do Vila, mora ou não lá? Só quem tem coragem pode responder a essa pergunta.

Quem não tem, abandona o lugar, como um certo segurança noturno, que em sua primeira noite de serviço ouviu uma voz dizer para ele não descer as escadas. Ele obedeceu. E no dia seguinte pediu as contas e nunca mais voltou. Medo ou respeito?

O memorial dos maristas 
Como toda estudante de ensino fundamental, Gabriela Medrado, 22, passava boa parte do seu tempo na escola. O colégio em questão era o tradicional Maristas, no Canela.

Foi ali, no memorial do santo francês Marcelino Champagnat, que a garota teve seu primeiro contato com o sobrenatural. Localizada no primeiro andar, em frente ao pátio, a sala era toda de madeira. Dentro dela, um busto de Marcelino e objetos que pertenceram ao falecido.

Um dia, Gabriela estava passando por lá quando algo estranho aconteceu: os olhos da imagem de Marcelino, nascido há 228 anos, se mexeram.

As histórias em relação ao lugar não param por aí. A moça conta que ouvia gritos sempre que passava pelo local à noite. Esses gritos, segundo ela, eram de uma antiga estudante que teria sido assassinada no local, pelo próprio pai. O colégio fechou em 2008.

*Ilustrações de Morgana Miranda

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