Tesla, Cadillac, Lada: 10 marcas de automóveis que não atuam no Brasil

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27.02.2021, 07:30:00
Atualizado: 16.03.2021, 19:47:02
A tecnológica Tesla, que só produz veículos elétricos, é um dos fabricantes que não oferecem seus automóveis no mercado brasileiro. Conheça outras nove marcas que estão fora (Foto: Tesla)

Tesla, Cadillac, Lada: 10 marcas de automóveis que não atuam no Brasil

Da elétrica Tesla a fabricantes tradicionais como Alfa Romeo e Cadillac, várias marcas não vendem no mercado nacional

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Dezenas de marcas atuam oficialmente no Brasil, sejam como produtores locais ou como importadoras. Das mais populares às mais exclusivas, o consumidor tem à disposição centenas de modelos que custam a partir de R$ 41.740, preço do Fiat Mobi, até milhões cobrados por um Rolls-Royce ou Ferrari.

Mas algumas marcas não fazem parte desse portfólio, e não são empresas que fabricam carros exóticos ou superesportivos como Koenigsegg e Bugatti. Fabricantes como Alfa Romeo, Aston Martin, Cadillac, Daihatsu, Lada, Lincoln, Mazda, Opel, Seat e Tesla não possuem veículos oferecidos por uma rede oficial no Brasil. Comprar um carro dessas marcas só é possível de forma independente, o que dificulta bastante a comercialização e a manutenção.

Alfa Romeo

A Alfa Romeo surgiu em 1910, em Milão, no norte da Itália. Até 1974, todos os seus modelos foram produzidos no país natal, até a chegada do 2300, que foi montado no Brasil. A produção nacional seguiu por 12 anos. Depois disso, a marca voltou na reabertura do mercado, já sob o comando da Fiat. No entanto, em 2003 deixou novamente o país.

Entre seus modelos mais cobiçados atualmente está o Giulia, um sedã que tem uma configuração esportiva, a Quadrifoglio. Nesse caso, o propulsor utilizado é um V6 de 2.9 litros biturbo que entrega 510 cv de potência - esse motor foi desenvolvido em parceria com a Ferrari. Atualmente, a marca italiana é parte do grupo Stellantis, fruto da fusão da FCA com a PSA.

A italiana Alfa Romeo está fora do mercado brasileiro desde 2003 (Fotos: divulgação)

Astom Martin

A Aston Martin foi uma das últimas a se despedir do mercado nacional. Depois de vender apenas dois carros em 2016, a marca britânica saiu do país oficialmente em fevereiro de 2017. A concessão era do Grupo SHC, que é dirigido por Sergio Habib e também traz os modelos da JAC Motors ao país. Atualmente, a Aston Martin tem parte de suas ações controladas pela Daimler, empresa que controla a Mercedes-Benz, e irá competir na F1 neste ano.

A britânica Aston Martin saiu do Brasil em 2017

Cadillac

A norte-americana Cadillac, que pertence à General Motors, atua em 50 países, mas seus maiores mercados são os Estados Unidos e a China. A empresa foi fundada em 1902 e sete anos depois passou a fazer parte da GM, que reforçou o caráter de luxo da marca.

Atualmente seu portfólio, formado por sedãs e SUVs, é focado no mercado premium e a empresa tem focado no aumento da esportividade da Série V, com os sedãs CT4-V e CT5-V. Com essa filosofia, está participando do IMSA, campeonato de endurance nos EUA.

A luxuosa Cadillac não oferece seus veículos no país

Daihatsu

A Daihatsu já colocou à disposição dos brasileiros modelos como Charade, Feroza e Terios. Mas a atuação da marca no país foi curta, de 1994 a 1999. Desde 1999, a Toyota tem 51,2% das ações da Daihatsu.

A Daihatsu só operou no país por seis anos

Lada

A Lada chegou ao mercado nacional na década de 1990 mas não prosperou. Seu produto de maior sucesso no Brasil foi o Niva, um SUV rústico que continua sendo oferecido na Rússia. Atualmente, a marca pertence à AvtoVaz, que é parceira da Renault. Criado em 1977, e com poucas mudanças até hoje, o Niva foi um dos primeiros modelos a desembarcar por aqui após a abertura das importações - que ficaram proibidas por 14 anos. Em 2000, a marca deixou o Brasil.

Desde 2000, a russa Lada não comercializa seus carros no Brasil

Lincoln

Uma das maiores rivais da Cadillac nos Estados Unidos, a Lincoln foi criada em 1917 por um dos fundadores da principal concorrente. Inicialmente o objetivo era construir motores para aviões e só depois do final da Primeira Guerra Mundial lançou seu primeiro automóvel. Foi vendida para a Ford em 1922 por US$ 8 milhões.

Seu nome é uma homenagem a Abraham Lincoln, 16º presidente dos EUA. Outro presidente do país tem sua história associada à marca, mas de maneira trágica. John Kennedy foi assassinado em 1963 enquanto desfilava a bordo de um dos carros da marca, o Continental.

A Lincoln, que pertence a Ford, nunca atuou no mercado nacional

Mazda

Outra empresa com passagem pelo país foi a japonesa Mazda, uma das que têm maior volume de vendas entre as que não atuam aqui. A Mazda chegou com força ao Brasil e sua linha incluía de esportivos, como o MX-3, até picapes, como a B-2500. Ficou até 2000, até que a Ford influenciou em sua saída do mercado, pois era acionista da empresa e seus produtos eram concorrentes. Nessa época, a Ford controlava outras empresas, como Land Rover e Volvo, mas os veículos não eram conflitantes.

A Mazda já esteve no país, mas saiu em 2000, quando ainda pertencia a Ford

Opel

A Opel nunca veio oficialmente para o país, mas seus produtos já chegaram aqui pela marca Chevrolet. É o caso do Calibra. Outros projetos da empresa alemã, como o Monza, foram produzidos no mercado brasileiro pela Chevrolet. A Opel já fez parte da General Motors e atualmente é controlada pela Stellantis.

O Astra continua em linha na Europa, onde é produzido pela Opel

Seat

A Seat, marca que pertence ao Grupo Volkswagen, já comercializou no país o Cordoba, nas configurações sedã e perua, o hatch Ibiza e a van Inca. A vantagem era que muitos componentes eram compartilhados com os Volkswagen, o motor 1.8 litro do Cordoba era o mesmo do Golf GL, que vinha da Alemanha. Nos anos 2000, o aumento de impostos tornou o negócio inviável.

A Seat tem um bom desempenho na Europa e já esteve por aqui

Tesla

A Tesla, marca controlada pelo sulafricano Elon Musk, é uma das mais desejadas do momento. Atualmente são oferecidos quatro modelos, todos elétricos: Model S, Model 3, Model X e Model Y. Os próximos lançamentos da marca são o Roadster, programado para este ano, e a picape Cybertruck, que chegará ano que vem.

Os elétricos da Tesla são vendidos aqui apenas por importadores independentes

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