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A visita da rainha a Brasília em 1968 esconde um bastidor que o regime preferia não mostrar

A história pouco conhecida da visita da rainha a Brasília em plena ditadura

  • Foto do(a) author(a) Juliana Rodrigues
  • Juliana Rodrigues

Publicado em 3 de abril de 2026 às 07:00

Rainha Elizabeth
Rainha Elizabeth Crédito: Ben Stansall/EPA/Agência Lusa/ Agência Brasil

A visita oficial de Elizabeth II a Brasília, em novembro de 1968, representou um marco de prestígio internacional para a capital recém-inaugurada e para a arquitetura brasileira, então já reconhecida em círculos especializados.

Muito além dos jantares no Itamaraty, a imagem da rainha associada à SQS 308 Sul, a emblemática Quadra Modelo, reforçou a projeção internacional da empreitada urbanística de Juscelino Kubitschek.

Durante a visita oficial, nos jardins projetados por Roberto Burle Marx, a agenda diplomática reforçou a percepção internacional sobre a modernidade arquitetônica construída no Planalto Central.

A passagem de Elizabeth II por Brasília e o símbolo urbanístico da 308 Sul

A 308 Sul foi apresentada como um dos principais exemplos do conceito urbanístico de Brasília, reforçando a percepção de que a capital ia além de um projeto arquitetônico experimental.

Como Quadra Modelo, ela materializava o conceito de vizinhança integrada, unindo a linguagem artística de Athos Bulcão à praticidade das escolas-classe.

A presença de Elizabeth II foi interpretada como um gesto simbólico, com a soberana da tradição observando a funcionalidade da nova capital. Naquele contexto, a arquitetura modernista ganhou projeção internacional adicional.

A visita real em meio ao contexto de endurecimento do regime

Por trás do brilho da visita oficial, o ambiente político era de crescente tensão. O Brasil de novembro de 1968 vivia o prelúdio de seu período mais sombrio. Poucas semanas após o retorno da comitiva a Londres, o regime decretaria o Ato Institucional nº 5.

Para o governo de Costa e Silva, a presença de Elizabeth II teve efeito de projeção diplomática em meio ao contexto político interno.

A visita pode ser interpretada como um movimento diplomático relevante. A pompa britânica ganhou visibilidade em meio ao contexto político, enquanto o endurecimento da repressão já se intensificava nas ruas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O batismo imperial do cerrado

A passagem de Elizabeth II por Brasília reforçou a visibilidade internacional da cidade. Durante a agenda oficial, que incluiu compromissos institucionais e visitas a áreas em desenvolvimento, a capital ganhou projeção além da imagem de um acampamento de candangos.

Para os pioneiros, aquele foi um rito de passagem, o momento em que a rigidez modernista, por vezes criticada, ganhou nova projeção. A presença de Elizabeth II contribuiu para ampliar a visibilidade internacional de Brasília como capital em consolidação.

Tags:

Rainha Brasília