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Pombo Correio
Publicado em 10 de junho de 2026 às 15:25
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) publicou, na edição desta terça-feira (9) do Diário Oficial, um documento que apresenta um diagnóstico severo sobre a atual capacidade de atendimento da rede pública estadual. Por meio de portaria, a gestão de Jerônimo Rodrigues (PT) reconhece formalmente que as estruturas estatais e filantrópicas são hoje insuficientes para absorver a demanda por procedimentos de média e alta complexidade, o que tem gerado consequências diretas para a segurança dos pacientes. >
No texto que justifica a renovação de um credenciamento de serviços privados, o governo admite que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrentam uma longa permanência nas emergências hospitalares à espera de recursos necessários para a resolução de seus agravos. O documento pontua que essa demora na assistência não apenas compromete a recuperação de funções que poderiam ser preservadas com o tratamento tempestivo, como também expõe os pacientes ao risco de infecções hospitalares decorrentes do tempo excessivo de internação.>
De acordo com a Sesab, o gargalo assistencial está concentrado majoritariamente nas linhas de cuidado de neurocirurgia, atingindo todas as faixas etárias. A administração estadual reconhece que a fila de espera gera um ciclo de ineficiência, elevando permanentemente os gastos com leitos e inviabilizando a rotatividade necessária no sistema, o que termina por retroalimentar a superlotação e elevar os índices de morbimortalidade na rede própria.>
Para tentar desafogar as unidades estatais, a portaria estabelece um plano de contratação de serviços de neurocirurgia e exames radiológicos especializados, como angioressonância magnética e radiologia intervencionista. O serviço será direcionado a pacientes regulados pela Central Estadual de Regulação ou pela Central Regional de Leitos, com foco nas regiões de Salvador, Vitória da Conquista, Itabuna, Itaberaba, Feira de Santana e Juazeiro.>
O investimento estimado para a execução desse credenciamento ao longo de um ano é de 75.794.379,35 reais. O montante será distribuído entre procedimentos para adultos, pediatria e insumos médicos (OPME). A medida ocorre após a própria secretaria confirmar que o dever do Estado de promover a assistência integral está comprometida pela incapacidade da rede atual em responder à demanda.>