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'Há hoje um sucateamento do Inema', afirma vereador André Fraga

André Fraga lançou recentemente, de forma gratuita, o livro “Tarja Verde”, no qual propõe uma reflexão sobre a relação entre meio ambiente e política

  • Foto do(a) author(a) Rodrigo Daniel Silva
  • Rodrigo Daniel Silva

Publicado em 24 de abril de 2026 às 07:01

André Fraga lançou recentemente, de forma gratuita, o livro “Tarja Verde”, no qual propõe uma reflexão sobre a relação entre meio ambiente e política
Vereador de Salvador, André Fraga lança novo livro “Tarja Verde” Crédito: Divulgação

Crítico da atual estrutura do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o vereador de Salvador André Fraga (PV) aponta que há um processo de “sucateamento” do órgão estadual ao longo dos anos.

Segundo ele, a fusão de estruturas que antes atuavam de forma complementar resultou em gargalos operacionais e maior dificuldade para atender demandas da sociedade.

Fraga afirma que o “sucateamento” impacta desde o setor produtivo até iniciativas ambientais, criando entraves como a demora na liberação de outorgas. O vereador também chama atenção para a influência política no funcionamento do órgão.

André Fraga lançou recentemente, de forma gratuita, o livro “Tarja Verde”, no qual propõe uma reflexão sobre a relação entre meio ambiente e política.

O senhor tem sido um crítico duro da situação do Inema, um órgão do governo estadual. Por quê?

No passado, tinha uma estrutura de comando e controle na questão ambiental que era dividida. Existia uma Superintendência de Recursos Hídricos no estado e tinha o CRA (Centro de Recursos Ambientais). Dentro do CRA, tinha um núcleo de estudos de meio ambiente, que era uma referência muito importante para o setor. Isso tudo foi fundido em um único órgão, que é o Inema.

Hoje qualquer área, pode ser sociedade civil, setor empresarial, agronegócio, agroecologia, vai ver que há um gargalo por conta do sucateamento do Inema.

É uma sombra do que já foi e há uma dificuldade muito grande para conseguir uma outorga de água, por exemplo. Hoje, precisa sempre estar utilizando algum tipo de influência política. Isso é muito ruim.

Há muitos mitos em torno do tema, mas o senhor acredita que é possível conciliar desenvolvimento econômico com a preservação ambiental?

O Inema aumentou muito pouco a quantidade de coordenações e diretorias regionais. É uma estrutura muito enxuta e poderia estar mais espalhada pelo estado. Se eu não me engano, são nove hoje diretorias regionais. Eu acho que deveria ter uma por território de identidade. São 27. Se estruturar esse órgão de maneira adequada, com equipe e tecnologia, sem dúvida nenhuma, é possível conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental.

O senhor lançou recentemente o livro “Tarja Verde”. Como surgiu a ideia da obra?

A gente percebeu que tinha um volume grande de artigos que cobriam basicamente a agenda que tocamos, que é meio ambiente e política. Percebi que esses artigos ainda eram muito atuais. Outros precisavam de algumas atualizações e fizemos. Tem muito da minha experiência como secretário aqui em Salvador nesta área do meio ambiente.

Há hoje uma consciência ambiental mais ampla entre a população?

Essa consciência, de fato, vem aumentando. Quando há qualquer movimento que governos ou empresas fazem que impactam a questão ambiental tem uma reação grande da sociedade. Está longe do necessário, mas está melhor do que já foi.

Como ter acesso ao livro?

Tem dois formatos de distribuição. O primeiro é físico e a gente tem distribuído para algumas universidades, escolas e formadores de opinião. E também via digital no nosso site: andreafraga.com.