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Pombo Correio
Publicado em 15 de maio de 2026 às 16:29
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) participou nesta quinta-feira (14) da ExpoGuanambi e voltou a fazer críticas à gestão estadual nas áreas de saúde, segurança pública e desenvolvimento regional. Em entrevista concedida no local, Neto afirmou que os baianos vivem hoje “os dois maiores dramas” da atualidade: a crise da saúde e o avanço da violência no estado.>
Ao abordar a área da saúde, Neto comparou os investimentos realizados durante sua gestão na prefeitura de Salvador com a situação atual da Bahia. Ele destacou que a capital baiana não possuía hospital municipal antes de sua administração e afirmou que hoje a cidade conta com quatro unidades hospitalares municipais e 11 UPAs, sendo nove construídas em sua administração>
“O maior drama vivido hoje pelos municípios da Bahia é a saúde. Por outros, a segurança. São os dois maiores problemas enfrentados pelos baianos porque têm relação direta com a vida das pessoas”, declarou.>
O pré-candidato criticou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) por, segundo ele, repetir promessas feitas em 2022 sem apresentar resultados. Como exemplo, citou a ampliação do Hospital Regional de Guanambi. “Quatro anos se passaram. Reformaram alguns leitos, mas ampliação não houve. E agora eles voltam aqui para prometer novamente a mesma coisa que já tinham prometido há quatro anos”, afirmou.>
Neto também voltou a atacar a situação da regulação na Bahia, afirmando que pacientes aguardam semanas por procedimentos ortopédicos e cirurgias de traumatologia. Segundo ele, o problema exige medidas estruturantes e imediatas.>
Entre as propostas apresentadas, ACM Neto defendeu a ampliação da rede hospitalar regional, a transformação de hospitais municipais em unidades microrregionais com UTIs e urgência e emergência, além da compra de vagas na rede privada e filantrópica. “Não há hoje uma cidade da Bahia com vaga sobrando. Está tudo entupido. Pacientes do Oeste precisam ir até Brasília porque o Hospital do Oeste vive com fila de ambulâncias na porta”, criticou.>
Na área da segurança pública, Neto afirmou que a Bahia vive o resultado de uma política “omissa, permissiva e fantasiosa” e disse que o estado perdeu até mesmo a tranquilidade histórica das cidades do interior. “Hoje não existe mais aquele privilégio de viver com a porta aberta no interior. A violência tomou conta da Bahia”, declarou.>
O ex-prefeito citou sua recente visita ao estado de Goiás para conhecer políticas públicas de combate à criminalidade e afirmou que pretende adotar experiências semelhantes na Bahia, caso seja eleito governador.>
Entre as propostas apresentadas, ACM Neto defendeu valorização das polícias, melhores salários, investimento em tecnologia, reforço do sistema prisional e construção de presídios de segurança máxima para impedir o comando de facções criminosas de dentro das unidades.>
“O policial precisa ter estrutura, armamento melhor que o bandido, viatura funcionando e apoio para sua família. Sem valorizar as polícias, a Bahia não vai virar esse jogo”, afirmou.>
Durante a coletiva, Neto também fez críticas ao que chamou de “obras eleitoreiras” do governo estadual e afirmou que a Bahia precisa de um plano regional de desenvolvimento baseado nas vocações econômicas de cada território.>
Ele citou como exemplo o potencial agrícola de Guanambi, elogiando o projeto do perímetro irrigado de Ceraíma e cobrando maior apoio do governo estadual aos produtores do interior. “A Bahia só vai crescer se o interior crescer. Nós precisamos compreender a vocação de cada região e investir em infraestrutura, energia, rodovias e integração aeroviária”, declarou.>
Neto ainda criticou o governador Jerônimo Rodrigues por conta das promessas não cumpridas e que voltam a ser repetidas. “O que a gente mais está testemunhando agora é o governador Jerônimo cheio de papel na mão. Eu nunca vi tanto papel. É impressionante. Acha que mais uma vez vai conseguir iludir e enganar as pessoas”, frisou.>