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Pombo Correio
Publicado em 8 de abril de 2026 às 15:50
Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) condenou, nesta terça-feira (7), a perseguição política promovida pelos governos do PT aos policiais no estado, sobretudo, os militares. >
“Para mim, (essa perseguição é) a demonstração maior do autoritarismo do PT. Depois de 20 anos, eles não sabem separar o que é do estado, o que é público, do que é do partido. Se acham donos de tudo, acham que podem mandar em todo mundo. É um absurdo o que eles estão fazendo com os policiais. É um absurdo o patrulhamento que eles estão fazendo na imprensa, nas redes sociais, querendo cercear o livre direito de manifestação do cidadão, querendo limitar a democracia. Tudo isso é grave e vai ser denunciado por nós ao longo da campanha. E os baianos sabem que é resultado e é fruto de um lado do autoritarismo e, do outro lado, do desespero de quem vai perder a eleição”, afirmou ACM Neto. >
Como mostrou o CORREIO no final do mês passado, os governos do PT na Bahia têm sido criticados por adotarem, nos últimos anos, uma postura mais repressiva contra policiais que manifestam posições divergentes de sua linha ideológica, inclusive com episódios de exoneração. Em contrapartida, dentro das corporações, há a percepção de que não há o mesmo rigor quando as manifestações partem de agentes alinhados ao governo. Isso tem ampliado o clima de insatisfação nas tropas.>
O caso mais recente aconteceu no início de março. O governo de Jerônimo Rodrigues (PT) exonerou um policial militar de uma função de coordenação duas semanas após ele declarar apoio ao pré-candidato da oposição ao governo do estado, ACM Neto, durante um evento de Carnaval.>
A manifestação do tenente-coronel André Luís Teodósio Presa ocorreu no dia 19 de fevereiro, em Salvador, na passagem de um bloco. Sem farda, ele se dirigiu ao trio onde estava ACM Neto e gritou: “Pelo amor de Deus, ganha essa porra”. O episódio teve repercussão nacional e foi noticiado pelo jornal Folha de S. Paulo.>
Caso semelhante ocorreu em setembro de 2022. O então governo de Rui Costa (PT) exonerou o tenente-coronel Itamar Gondim da direção do Colégio da Polícia Militar após o policial ser visto, durante uma folga, em um evento de apoio a ACM Neto, que naquele ano disputava pela primeira vez o governo da Bahia.>
Rui Costa não se pronunciou à época, mas o senador Jaques Wagner (PT), que será candidato à reeleição neste ano, defendeu a atitude do aliado político. No dia 19 de setembro, em entrevista à rádio Metrópole, afirmou: “ele (Itamar Gondim) foi no ato do candidato contra o governo dele. Se ele tem cargo de confiança do comandante dele, como ele está indo contra quem nomeou o comandante dele?”, questionou.>