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Matheus Marques
Publicado em 8 de abril de 2026 às 07:10
O 'fenômeno literário' Augusto Cury agora quer testar sua popularidade em um novo terreno: a urna eletrônica. O médico e psicoterapeuta, natural de Colina (SP), oficializou sua entrada na disputa presidencial de 2026 pelo Avante. Se antes ele ensinava o leitor a dominar a própria mente, agora ele propõe pacificar o ânimo de uma nação inteira, substituindo o confronto ideológico por uma administração baseada na inteligência emocional. >
A plataforma de Cury trata a saúde mental não como um acessório, mas como a base de uma reeducação estrutural do país. Ele defende que o "Custo Brasil" também passa pelo adoecimento psicológico da população. >
Além de focar na educação, o candidato traz uma agenda institucional ousada, questiona a "espetacularização" do poder e propõe mandatos fixos para o Supremo Tribunal Federal (STF), numa tentativa de desinflar a tensão entre os poderes.>
A dúvida que ecoa nos bastidores é se o prestígio acadêmico e literário de Cury é transferível para o voto. Com uma base de fãs gigantesca, ele se apresenta como uma alternativa técnica e humanista. >
No entanto, a falta de "calos" na gestão pública é o ponto onde os adversários devem bater. Cury entra na disputa com o discurso de que educar é semear com paciência, mas em Brasília, o tempo de colheita costuma ser ditado por um realismo muito menos poético.>