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Juliana Rodrigues
Publicado em 8 de abril de 2026 às 08:00
Com o fim do prazo estipulado pela Casa Branca para a desobstrução do Estreito de Ormuz, sem sinais de recuo por parte dos envolvidos, o presidente Donald Trump elevou a retórica diplomática ao advertir sobre consequências de escala civilizacional caso o bloqueio persista. >
Em resposta, o governo do Irã não apenas manteve a interrupção do tráfego na região, como sinalizou a intenção de estender a medida ao Estreito de Bab el-Mandeb.Atualmente, o impasse afeta a economia de mais de 40 nações e é tratado pela comunidade internacional como uma crise logística e de segurança global.>
A tentativa de liberar militarmente o Estreito de Ormuz foi rechaçada na ONU pelos vetos de Rússia e China.>
Nem a proposta francesa de uma intervenção temporária de 180 dias foi capaz de garantir o consenso no Conselho de Segurança.>
O governo britânico, representando uma coalizão de 40 nações, criticou duramente a decisão, afirmando que o mundo assiste a um sequestro financeiro global orquestrado por Teerã.>
Com o esgotamento das negociações, operações militares foram confirmadas na região. Alvos estratégicos em Qom, incluindo infraestrutura de transporte, e o complexo petroquímico de Shiraz foram atingidos por ataques atribuídos a Israel.>
Simultaneamente, forças norte-americanas realizaram incursões contra a infraestrutura da Ilha de Kharg. Em represália, o Irã lançou bombardeios contra Tel Aviv e Haifa, reiterando que não reabrirá o Estreito de Ormuz sob pressão militar ou promessas diplomáticas do Ocidente.>
A tensão no mercado global aumenta enquanto a coalizão liderada pelo governo britânico tenta isolar Teerã diplomaticamente.>
Diante da resistência iraniana e do fim do prazo da Casa Branca, a via militar ganha força entre as potências ocidentais, mesmo sem a autorização unânime do Conselho de Segurança da ONU.>