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Rodrigo Daniel Silva
Publicado em 7 de abril de 2026 às 18:40
Pré-candidato ao governo da Bahia, o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (União Brasil) ampliou, nesta terça-feira (7), sua base de apoio ao receber a adesão do Novo, partido presidido no estado pelo ex-deputado federal José Carlos Aleluia. Cotado para disputar o Palácio de Ondina, Aleluia optou por retirar sua pré-candidatura em favor da unificação do campo político. >
Com a entrada do Novo, ACM Neto passa a reunir o apoio de todo o espectro da direita e da centro-direita na corrida pelo governo estadual neste ano. >
“Esse apoio é muito importante porque consolida uma ampla aliança de todos os partidos e forças políticas de oposição ao PT aqui na Bahia. Mostra que não haverá nenhuma divisão no nosso campo político e, portanto, a gente com essa chegada do Novo e com o apoio de Aleluia, sela definitivamente essa primeira etapa das alianças, da montagem dos partidos e agora parte para pré-campanha a todo vapor e com força máxima”, ressaltou o ex-prefeito de Salvador, durante formalização do apoio do Novo à sua pré-candidatura em um evento no Hotel Mercure Rio Vermelho, em Salvador. >
Neto também salientou a trajetória de Aleluia e o papel do Novo no cenário político nacional. “Quero fazer um registro de homenagem ao partido Novo. É um partido que faz um trabalho diferenciado neste país, que tem figuras de grande prestígio”, disse, ao citar o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidente da República Romeu Zema. >
Aleluia afirmou, em entrevista à imprensa, que, com a pré-candidatura de ACM Neto, a Bahia tem a oportunidade de encerrar o ciclo de 20 anos do PT no estado.>
Evento de apoio do Novo a ACM Neto
“Em 20 anos, o PT fez com que a Bahia, que era um estado líder em todos os campos (equilíbrio fiscal, segurança pública, educação, saúde e geração de empregos) passasse a ser o estado na zona de rebaixamento. Nós somos, entre os 10 maiores estados do Brasil, o pior em segurança, educação, saúde pública e o pior em ambiente para gerar emprego. Só isso já justifica unir as forças para vencer o PT”, frisou.>
O ex-parlamentar federal avalia que a oposição tem condições de vencer já no primeiro turno. Para ele, esse cenário é viável. “O interior da Bahia está com Jerônimo hoje porque é governista. Mas vamos mostrar que venceremos no primeiro turno e muitos deles (eleitores do interior) virão para nós ainda rapidamente”, analisou.>
Além do Novo e do União Brasil, ACM Neto já conta com o apoio de quatro partidos: PP, PL, Republicanos e PSDB. Os três primeiros, inclusive, integram a sua chapa, com Zé Cocá (PP) como pré-candidato a vice-governador, além de João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) como postulantes ao Senado.>
Com essa base de alianças, ACM Neto terá vantagem no tempo de propaganda em relação ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), que buscará a reeleição. >
De acordo com projeções do escritório do advogado eleitoral Ademir Ismerim, ACM Neto deve ter cerca de 4min57, enquanto Jerônimo Rodrigues, com PT, PCdoB, PV, PDT, PSD e MDB, ficaria com aproximadamente 3min31s. Já o pré-candidato do PSOL, Ronaldo Mansur, teria em torno de 31 segundos. Os números são estimativas, e os tempos oficiais serão definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).>
Para Neto, o número reduzido de candidatos ao governo da Bahia - até o momento, apenas três: ele, Jerônimo Rodrigues e Ronaldo Mansur- pode levar a uma definição já no primeiro turno.>
“De quando eu me lembro, essa vai ser a eleição com o menor número de candidatos. Então, pode acabar sendo resolvida no primeiro turno. Mas o importante é trabalhar com pé no chão e levar uma mensagem forte para os baianos de mudança, de renovação, da construção de uma nova história, para que o coração dos baianos seja tocado e que a gente consiga vencer as eleições, que é o nosso propósito”, afirmou.>