Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Rodrigo Daniel Silva
Publicado em 3 de junho de 2026 às 16:04
Depois de o nome da deputada federal Lídice da Mata (PSB) ganhar força nos bastidores para ocupar a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) na eleição de 2026, o PSD passou a reivindicar espaço na chapa majoritária governista. A legenda, liderada na Bahia pelo senador Otto Alencar, ainda não teve nenhum nome confirmado na composição da aliança. >
Em nota divulgada nesta terça-feira (2), a bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) declarou apoio à indicação do ex-vereador de Salvador Edvaldo Brito para a suplência de Wagner.>
“Jurista de renome nacional, doutor pela USP, professor emérito da UFBA e imortal da Academia de Letras da Bahia, Edvaldo Brito une intelectualidade e habilidade política, qualidades que valorizam e engrandecem qualquer chapa eleitoral. Sua indicação é um reconhecimento justo a uma vida dedicada à Bahia e ao bem público”, afirma o documento.>
Nos bastidores, a possibilidade de Lídice da Mata integrar a chapa de Jaques Wagner como suplente é tratada como cada vez mais provável por aliados do governo. Aliados governistas, entretanto, avaliam que a mudança pode custar caro ao PSB. Sem sua principal liderança na disputa pela Câmara, há quem tema que a legenda não alcance votação suficiente para eleger sequer um deputado federal em 2026.>
Por outro lado, caso decida disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, Lídice encontrará um cenário mais competitivo do que em eleições anteriores. Isso porque parte do capital político e do apoio eleitoral de Jaques Wagner, que é alinhado à deputada, tende a ser direcionado ao chefe de gabinete do senador, Lucas Reis (PT), que também pretende concorrer a uma vaga na Câmara Federal em 2026.>
Também pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT) já confirmou que o ex-deputado federal Ronaldo Carletto (Avante) será o seu primeiro suplente. >