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15% dos 2,7 mil casarões mapeados pela Codesal em Salvador oferecem riscos

Maior parte está no Pelourinho, Comércio, Santo Antônio, Barbalho, Soledade, Barroquinha, Baixa dos Sapateiros e Saúde

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  • Da Redação

Publicado em 2 de junho de 2023 às 12:56

 - Atualizado há 3 anos

. Crédito: Foto: Jefferson Peixoto/Secom

O projeto Casarões, desenvolvido pela Defesa Civil de Salvador (Codesal), soma mais de 2,7 mil imóveis mapeados na cidade, principalmente nos centros histórico e antigo, regiões que demandam mais atenção, por abrigarem construções em situação de abandono. Do montante, cerca de 15% possuem risco alto e muito alto para desabamento ou incêndio, segundo números atuais do órgão municipal. 

Entre as localidades que registram mais ocorrências estão Pelourinho, Comércio, Santo Antônio, Barbalho, Soledade, Barroquinha, Baixa dos Sapateiros e Saúde. O diagnóstico é feito através de vistorias técnicas, que avaliam os casarões cujas estruturas oferecem algum tipo de ameaça. Na quinta-feira (1º), os técnicos estiveram na Rua 3 de Maio, no Pelourinho, verificando a situação dos imóveis. 

Quando situações do tipo são constatadas, a Codesal encaminha relatório a órgãos responsáveis pela manutenção do patrimônio cultural, em casos de imóveis situados em áreas tombadas. “O serviço também envolve notificação junto aos proprietários, para dar ciência do risco e da necessidade das intervenções. A identificação do responsável é feita através da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), ou pelos vizinhos”, explica a subcoordenadora de Áreas de Risco e coordenadora do projeto Casarões, Rita Jane Moraes. 

O projeto Casarões teve início em 1994, mas passou por diversas atualizações, ganhando mais amplitude a partir de 2018, logo após a reestruturação da Codesal. Antes, apenas casarões com solicitações através do Sistema de Gestão da Defesa Civil eram vistoriados e cadastrados. 

Com a abordagem mais recente, o órgão passou a levantar todos os casarões por logradouros, bem como os inseridos nas poligonais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), ampliando o diagnóstico dos imóveis na capital baiana. 

“Atualmente, a Codesal tem no monitoramento 117 imóveis em situação de risco muito alto para desabamento, que são aqueles que não têm mais cobertura e que estão em processo de degradação muito avançado. Outros 288 estão com risco alto”, acrescenta Rita, salientando que a classificação vai além de problemas estruturais, pois, há edifícios antigos com instalações elétricas inadequadas, passíveis de incêndios. As vistorias realizadas pelos técnicos da Codesal para o projeto são feitas anualmente e costumam ser intensificadas em períodos chuvosos.