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Elaine Sanoli
Publicado em 16 de abril de 2026 às 11:38
O próximo dia 25 marca o lançamento do premiado livro do Projeto Querino, escrito pelo jornalista Tiago Rogero, em Salvador. Durante o evento, o autor participará de um bate-papo com a também jornalista e escritora Thaiane Machado, na Livraria LDM Bela Vista. Após a conversa, haverá uma sessão de autógrafos. >
Após o sucesso dos podcasts Vidas Negras e Negra Voz, o autor se consolidou como um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro com o Projeto Querino. A terceira fase da iniciativa é a publicação do livro "Projeto Querino: Um Olhar Afrocentrado sobre a História do Brasil", que propõe uma releitura da história do país a partir da centralidade do povo negro. A obra resgata a relevância de pessoas sequestradas e escravizadas e de seus descendentes, ao mesmo tempo em que denuncia os desdobramentos da diáspora no Brasil contemporâneo.>
De Luiz Gama a Chiquinha Gonzaga e Jorge Ben, passando por dona Laudelina de Campos Melo até chegar à PEC das Domésticas, o livro se apresenta como um potente retrato histórico-jornalístico de como o racismo, e também a agência do povo negro, formam o alicerce do país.>
Com uma pesquisa minuciosa realizada por uma equipe de especialistas, o Projeto Querino engloba, além do livro, um podcast produzido pela Rádio Novelo em 2022, vencedor do Prêmio Vladimir Herzog em 2023 e um dos mais ouvidos nas plataformas de streaming, além de uma série de reportagens publicadas na revista Piauí no mesmo ano.>
“O Projeto Querino é um banho de chuva. Chuva que molha, encharca, incomoda, nos obrigando a pisar em um chão quase pantanoso. Mas, passado o tempo, ela limpa e até refresca. Os pés seguem encharcados e são eles que pisam firme, abrindo espaço para uma nova escuta”, escreve Ynaê Lopes dos Santos no texto de orelha do livro.>
Mais de quarenta profissionais trabalharam no projeto, que também contou com o apoio do Instituto Ibirapitanga. O livro traz ainda material inédito que amplia os oito episódios do podcast, incluindo entrevistas e imagens de figuras negras apagadas dos manuais de história. A obra venceu o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) de melhor livro de 2024 na categoria Reportagem/Biografia.>