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Carol Neves
Publicado em 19 de maio de 2026 às 13:01
Uma operação conjunta das Polícias Civis da Bahia e do Rio Grande do Norte resultou, nesta terça-feira (19), na prisão de quatro pessoas suspeitas de integrar um grupo especializado em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. As diligências ocorreram em Salvador, nos bairros de Jardim Armação e Cassange. >
Segundo a TV Bahia, entre os presos estão o casal Joadson Pinto, dono de uma loja de suplemento, e Chelle Patrício, que já atuavam em lojas de suplementos na capital baiana. A identidade dos outros presos não foi informada. A reportagem não conseguiu contato da defesa dos acusados. As prisões foram preventivas e também houve flagrante quando a polícia encontrou anabolizantes na loja. >
Quatro pessoas foram presas em operação
O delegado Thiago Costa, responsável pela operação na Bahia, detalhou a atuação do grupo. “Com aprofundamento do trabalho policial, eles representaram pela prisão preventiva de quatro pessoas que estavam com base aqui em Salvador. Deflagramos a operação que em Natal chamam de cartãozeiro, termo que eles usam para quem usa cartão clonado. Demos apoio para cumprir os mandados. Dois em Jardim Armação e dois em Cassange”.>
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, o grupo utilizava um esquema de estelionato virtual envolvendo plataformas de pagamento e cartões clonados. O método incluía a criação de contas em nome de terceiros, geração de links de pagamento e o uso de dados de cartões fraudados para simular compras legítimas. A estimativa é que o grupo teria movimentado quase R$ 1 milhão em operações fraudulentas ao longo da investigação.>
Ainda segundo as apurações, os investigados criavam empresas de fachada ligadas à venda de suplementos alimentares para dificultar o rastreamento das transferências via PIX. Os valores obtidos com as fraudes eram rapidamente transferidos para contas de terceiros, usadas como intermediárias no esquema.>
“A loja existe, o CNPJ existe, ele realmente comercializa suplemento, whey, creatina. Mas ele pode expedir um link de pagamento e fazer compra com uso de clonado e então quem vai sair no prejuízo aí é a empresa de cartão de crédito, que não vai receber, porque o cartão é clonado, e ele vai responder porque vendeu o produto supostamente. E o dinheiro ele rastreia para contas laranjas”, detalhou o delegado. “Ele tá vendendo uma creatina, cria link de pagamento, paga com cartão clonado, dinheiro vai vir para ele, ele não declara, passa para conta laranja, e o produto fica na loja”.>
Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de dois veículos de luxo ligados aos investigados, entre eles uma BMW 320 e um Kia Sorento. >
Flagrante>
As investigações também apontam a comercialização irregular de medicamentos e anabolizantes. Segundo o delegado, há registros de divulgação de produtos nas redes sociais, incluindo “canetas emagrecedoras”. “Ele (Jadson) publicou nas redes sociais, a polícia do RN tem esses prints. No entanto ele disse que não estava com essa mercadoria em casa nem na loja e era um fornecedor que entregava via mototáxi. Já os anabolizantes foram encontrados com ele e apreendidos, motivo pelo qual ele também foi preso em flagrante”.>
Apesar das suspeitas, os estabelecimentos ligados aos investigados tinham aparência regular e vendiam produtos como suplementos e creatina, o que, segundo a polícia, ajudava a dar aparência de legalidade ao esquema.>