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Maysa Polcri
Publicado em 19 de maio de 2026 às 13:43
Dois dos quatro presos em uma operação contra fraude milionária foram identificados como a empresária do ramo fitness, Chelle Patrício, e dono de uma loja de suplementos Joadson Pinto. O casal foi detido nesta terça-feira (19), no bairro do Stiep, em Salvador. As investigações apontam que eles são suspeitos de integrar um grupo especializado em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.>
O casal de empresários é dono da Juca Suplementos e da loja de roupas Chelle Moda Fitness, localizadas na Rua Rodolpho Coelho Cavalcante, no bairro Jardim Armação. >
Chelle Patrício e Joadson Pinto foram presos em Salvador
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, o grupo utilizava um esquema de estelionato virtual envolvendo plataformas de pagamento e cartões clonados. O método incluía a criação de contas em nome de terceiros, geração de links de pagamento e o uso de dados de cartões fraudados para simular compras legítimas. >
A estimativa é que o grupo teria movimentado quase R$ 1 milhão em operações fraudulentas ao longo da investigação. As identidades dos outros dois presos não foram divulgadas. As prisões foram preventivas e também houve flagrante quando a polícia encontrou anabolizantes na loja.>
Ainda segundo as apurações, os investigados criavam empresas de fachada ligadas à venda de suplementos alimentares para dificultar o rastreamento das transferências via Pix. Os valores obtidos com as fraudes eram rapidamente transferidos para contas de terceiros, usadas como intermediárias no esquema.>
“A loja existe, o CNPJ existe, ele realmente comercializa suplemento, whey, creatina. Mas ele pode expedir um link de pagamento e fazer compra com uso de clonado e então quem vai sair no prejuízo aí é a empresa de cartão de crédito, que não vai receber, porque o cartão é clonado, e ele vai responder porque vendeu o produto supostamente. E o dinheiro ele rastreia para contas laranjas”, detalhou o delegado Thiago Costa, responsável pela operação na Bahia. >
“Ele tá vendendo uma creatina, cria link de pagamento, paga com cartão clonado, dinheiro vai vir para ele, ele não declara, passa para conta laranja, e o produto fica na loja”, acrescentou o delegado. >
Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de dois veículos de luxo ligados aos investigados, entre eles uma BMW 320 e um Kia Sorento. O CORREIO não conseguiu contatar as defesas dos investigados. O espaço segue aberto. >