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Chefs renomados e 200 expositores: Bahia é destaque na rota mundial do chocolate com evento internacional

Salvador se tornou uma das sedes do maior evento anual de chocolate do mundo

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Elaine Sanoli

Publicado em 15 de maio de 2026 às 18:07

Salvador será a sede do Salon du Chocolat no Brasil
Salvador será a sede do Salon du Chocolat no Brasil Crédito: Tatiana Azeviche/Setur

Em dezembro deste ano, Salvador se torna uma grande vitrine do que há de melhor da Bahia para o mundo. O festival internacional Salon du Chocolat desembarca na capital baiana, trazendo na mala um leque de possibilidades para a cadeia produtiva do chocolate fino e do cacau de origem. O evento coloca Salvador em posição de destaque na rota internacional do chocolate, em um seleto grupo de capitais que recebem o festival anualmente, como Nova Iorque, Tóquio, Dubai, Xangai e Paris, sede oficial do Salon du Chocolat. O lançamento oficial ocorre nesta sexta-feira (15).

A organização do festival, considerado um dos maiores eventos de chocolate e cacau do mundo, escolheu Salvador para receber a primeira edição completa da América Latina. O evento será realizado anualmente, com a mesma estrutura da edição parisiense, reunindo pelo menos 200 estandes de produtores de todo o mundo, desfile de roupas de chocolate, shows e a presença de chefs renomados. Um dos participantes já confirmados é o chef Guillaume Gomez, que atuou ao lado de quatro presidentes da República Francesa, incluindo Emmanuel Macron.

Salvador será a sede do Salon du Chocolat no Brasil por Tatiana Azeviche/Setur

A escolha posiciona o Brasil, atualmente o sexto maior produtor de cacau do mundo, no hall dos grandes nomes do chocolate global. Desde 2009, o país é parceiro do Salon du Chocolat, tendo exposto sua produção em diferentes edições e sido homenageado em Paris, na edição de 2025. Durante o evento em Salvador, os participantes poderão conhecer expositores de diversos países, com técnicas, formatos e sabores diferenciados. Mais do que apresentar a elite do chocolate mundial, o festival também surge como oportunidade para conectar produtores a investidores e ampliar o acesso a mercados consumidores.

“É um evento que não se basta apenas enquanto feira de comercialização. Há muitos negócios futuros envolvidos. Em especial, teremos muitos chocolatiers e empresas buscando a amêndoa baiana para produção de chocolates no mundo inteiro, além da importação de chocolates baianos com todos os seus diferenciais, principalmente pelas frutas típicas e pelo terroir daqui”, apontou o presidente do Salon du Chocolat no Brasil e CEO do Grupo M21, Marco Lessa. “Nós teremos uma colheita por muito tempo”, ressaltou.

Em 2025, o estado registrou produção superior a 137 mil toneladas de cacau, com estimativa de faturamento de R$ 6,5 bilhões em valor bruto, segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri). Apenas no primeiro semestre do ano, a Bahia comercializou o equivalente a US$ 254 milhões, demonstrando crescimento de 41,3% em relação ao ano anterior. Para 2026, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta aumento de 5,3% na produção cacaueira baiana.

Embora tenha destaque no cenário nacional quando o assunto é produção, a Bahia não ocupa a liderança do ranking brasileiro. Segundo o IBGE, o estado é o segundo maior produtor de cacau do país, atrás apenas do Pará. Em território baiano, a produção está concentrada principalmente nas regiões do baixo sul e litoral sul, com destaque para o município de Ilhéus.

Apesar do estado figurar na segunda posição em volume de produção, Salvador desbancou Belém, capital paraense e nova fronteira amazônica do cacau, além de São Paulo, capital econômica do país, como cidade-sede do Salon du Chocolat no Brasil. Segundo o secretário de Turismo da Bahia (Setur), Maurício Bacelar, a escolha levou em consideração a qualidade e excelência das amêndoas baianas, a conectividade aérea, a infraestrutura turística e a riqueza cultural do estado.

“Temos hoje mais de 300 marcas de chocolate produzidas em nosso estado. Em 18 anos, saímos de zero marcas para mais de 300. São chocolates reconhecidos internacionalmente, premiados nos concursos mais exigentes do mundo, inclusive no próprio Salon du Chocolat. Todo esse potencial é o motivo de a Bahia sediar este evento. Estamos orgulhosos de nossa terra receber essa edição”, celebrou o gestor.

Para o cônsul honorário da França na Bahia, Bernard Grek, a chegada do festival é mais uma forma de estreitar os laços entre Salvador e Paris, além de reconhecer a força da terra, a riqueza da cultura e o valor do cacau baiano. “Durante décadas, o nosso estado ajudou a construir a identidade do chocolate no mundo. Hoje, vivemos um novo momento, de reconhecimento da excelência do chocolate baiano, da produção sustentável, da agricultura de qualidade e do talento dos nossos chocolateiros artesanais”, destacou o diplomata.

Em julho de 2012, Salvador recebeu um evento com o selo do Salon du Chocolat, realizado no Centro de Convenções da Bahia. Na ocasião, o festival teve como destaque os chocolates baianos e franceses. Agora, o evento amplia sua dimensão, reunindo produções de todo o mundo e criando uma nova ponte de exportação do que há de melhor nas terras de Jorge Amado para o mercado internacional.