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Monique Lobo
Publicado em 9 de julho de 2015 às 10:52
- Atualizado há 3 anos
O que se espera de um experimento que mistura duas estrelas do Carnaval baiano, o cantor Durval Lelys e a banda Psirico, com um repertório pouco comum aos desfiles na avenida? A resposta pode ser conferida amanhã, em um show no Cerimonial Vila São José, no Cabula. Fotos: DivulgaçãoIntitulado Experimental Psi & Durval, a apresentação é uma performance três em um: primeiro Durval toca seu repertório da carreira solo, depois, ele e Márcio Victor se encontram em um dueto intimista, e por fim é a vez da quebradeira da banda Psirico.“Eu vou tocar, depois ele toca e no meio disso tudo a gente se encontra e faz esse experimental. Vamos tocar músicas diversas e mostrar essa amizade que a gente construiu, além de novas propostas para a música”, revela Durval. AmizadeE quem estranha a proximidade do cantor de axé com o pagodeiro, fique sabendo que ela é longa. “O Durval foi uma das primeiras pessoas que acreditou no Psi e abriu as portas do estúdio dele, o Groove, e passávamos horas juntos”, recorda Márcio Victor. Mas o primeiro encontro dos dois foi antes do pagodeiro assumir o vocal da Psirico, quando ele ainda era percussionista. “A primeira vez que tive contato musical com Márcio foi quando ele gravou as percussões de Gênio da Lara, ele estava começando a carreira. A partir daí começou a gravar aqui no estúdio, gravou a maioria dos discos dele aqui”, lembra Lelys. A afinidade, que já rendeu frutos em ensaios de Verão, maturou até conseguir se concretizar em um projeto próprio, com o dedo e a cara de cada um dos artistas. “Sempre tivemos essa vontade de fazer algo juntos. Meu sonho é tocar no Cocobambu! E sempre que a gente se via, vinha essa ideia de fazer um show diferente com um repertório bem eclético”, afirma o pagodeiro. E eclético é o conceito que norteia o projeto. Primeiro por reunir três apresentações diferentes que vão do banquinho e violão para a típica quebradeira baiana. Segundo, por proporcionar ao público um show atípico de artistas conhecidos por arrastar multidões ao som do axé. Porque, quem imaginou ver Márcio Victor cantando hits de Lulu Santos, Titãs, Charlie Brown, Jorge Bem Jor, Tim Maia. Ou Durvalino meu rei sem ligar a tomada no 220 volts?Mas a ideia é pisar no freio. Durante a interseção o clima vai ser de um barzinho, com os músicos cantando e tocando seus instrumentos. “É um bar experimental, como se fosse um bar mesmo. Não vai ser como os grandes eventos que fazemos, é uma coisa intimista com a possibilidade de experimentar outras coisas”, explica o vocalista da Psirico. Para Durval, o diferencial está justamente no inesperado. “Antes de mais nada vai ser uma grande festa pra nós dois, porque não estamos visando só o lado comercial, visamos essa proposta do encontro. Somos de segmentos diferentes e vamos ter essa experiência nova de mistura e de crescimento na música”, diz.O repertório da performance em conjunto ainda não está definido. O que é certo é que serão cinco músicas para cada um escolher. “Ou até mais”, brinca Durval. Márcio já tem ideia do que pode rolar no palco. “Já tenho minhas cinco! Vou cantar Ive Brussel, de Jorge Bem Jor, Você e Gostava Tanto de Você, de Tim Maia, e outras”, adianta. No barzinho experimental, os dois não vão apenas cantar. Ambos reconhecidos por seus talentos musicais além do microfone, os artistas vão se revezar cantando e tocando durante o dueto. “Eu vou com o violão e a gaita e ele com o bongô. E aí vai ser assim: eu toco ele canta, depois eu canto e ele toca”, diz Durval. Nas apresentações individuais, por assim dizer – afinal o ex-vocalista do Asa de Águia estará acompanhado dos seus músicos, a maioria deles também ex-integrantes do Asa, e Márcio vai comandar a Psirico –, a playlist é a habitual dos seus respectivos shows. “Vou levar o show que já venho fazendo na carreira solo. E o Psi vai, com certeza, com as músicas que já estão tocando”, avalia Durvalino. Durante a festa, Durval ainda vai lançar os blocos Cocobambu e Me Abraça para 2016 e tocar suas novas canções Ia Iá, Mesa Bistrô e Namorar Pra Quê?. Já Márcio Victor aposta nos novos sucessos da Psirico como a música Whisky, que nunca foi tocada em Salvador, e nova faixa de trabalho Tchanranrã Gostoso.*Parcerias inesquecíveis de DurvalBel Marques: “Ainda com o Chiclete, tivemos uma grande parceria”. Ivete Sangalo: “Foi muito bom com o Cerveja e Coco. Até hoje temos uma grande amizade”.Armandinho: “Porque é minha referência musical junto com Dodô (1920-1978) e Osmar (1920-1997)”.Gilberto Gil: “Meu ídolo, minha referência, minha fonte inspiradora na música”.Luiz Caldas: “Tive várias parcerias com Luiz, que é um professor na música e o pai do axé”.*Parcerias inesquecíveis de MárcioJorge Vercillo: “Fizemos um show em Palma e foi um negócio de louco”. Ivete Sangalo: “Ela cantou no DVD e sempre canta nossas músicas. Ela é maravilhosa”. Cortejo Afro: “Eles fazem a abertura dos nossos ensaios todo ano”. Pablo e Luan: “Cantei com eles no Festival de Verão e foi maravilhoso”. Samba Chula de São Bráz: “Participei do encontro com eles no Percpan, foi incrível”.Baiana System: “Nos encontramos no Pelourinho e foi demais!”>