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Perla Ribeiro
Publicado em 12 de maio de 2026 às 18:00
Apesar de placas logo na entrada do Hospital Público Veterinário de Salvador, localizado em Canabrava, alertar que abandono de animais é crime, a coordenadora veterinária da instituição, Laís Amorim, afirma que são frequentes os casos de animais abandonados no local. “Está na lei: abandono de animais é crime. Frisamos isso o tempo inteiro no hospital. Frequentemente, tutores procuram o hospital achando que um animal resgatado na rua pode ser deixado aqui, mas não é assim que funciona. O animal é tratado e prestamos todo serviço necessário, mas o tutor é o responsável”, diz a profissional.>
Laís explica o que ocorre nos casos de abandono: “É aberto um boletim de ocorrência, conforme a lei. Existem câmeras na região do hospital. Além disso, como os tutores deixam seus dados aqui ao trazerem os animais, conseguimos identificá-los. Os animais continuam sendo tratados e depois são colocados à disposição para adotantes”. A unidade é um local de cuidado e recuperação para pets na capital baiana.>
Hospital Público Veterinário de Salvador
A titular da Diretoria de Promoção à Saúde e Proteção Animal (DIPA), Amanda Moraes, enfatiza a necessidade de atuação integrada entre os órgãos públicos para o enfrentamento aos maus-tratos e abandono de animais. “Casos desse tipo reforçam a importância do Hospital Público Veterinário como equipamento de atendimento e proteção animal. O abandono é crime, e a Prefeitura de Salvador seguirá atuando de forma firme, em parceria com as forças de segurança, para garantir o bem-estar dos animais e a responsabilização dos envolvidos”, afirma a diretora.>
Mantido pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis), o hospital já realizou mais de 330 mil atendimentos desde a sua inauguração, em 2024. Os serviços vão desde a consulta clínica até procedimentos cirúrgicos. O atendimento é realizado por ordem de chegada, após a distribuição de 40 senhas. Apenas animais em situações de urgência e emergência são atendidos sem senha.>
Ao chegar no local, o responsável deve realizar um cadastro e o animal será encaminhado à triagem. Lá, ele passa por exames, onde são avaliadas as condições. Em caso de emergência, os pets ficam em um setor específico, com ventilação e oxigenação. Se houver necessidade cirúrgica, os animais são levados diretamente para o centro cirúrgico.>
Moradora de Brotas, a técnica de enfermagem Cristiane Rocha, 54 anos, elogiou o atendimento da unidade em sua experiência no hospital, nesta terça-feira (12). “Hoje foi meu primeiro contato com o hospital e só sinto gratidão. Achei o atendimento rápido, bem tranquilo. Meu cachorro tinha caído, está com uma fratura no fêmur e vai precisar passar por cirurgia. Passei pela triagem, depois fiz a ficha e ele foi diretamente atendido pelo médico. Tudo tranquilo, torcendo pela recuperação agora”, disse.>
A dona de casa Roseni Duarte, moradora de Mussurunga, levou para atendimento sua cadela Luna, portadora de um tumor mamário. “O dia de hoje está sendo muito importante. Estou com minha cadela doente, mas consegui fazer a triagem e ela está passando por todo o acolhimento. Esse hospital supre uma necessidade grande da população”, afirmou. Para atendimento, é necessário que os tutores apresentem RG e CPF, além do comprovante de residência.>