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Da Redação
Publicado em 12 de maio de 2023 às 16:50
- Atualizado há 3 anos
Os soteropolitanos devem encarar a incerteza com relação à greve geral de ônibus até a próxima terça-feira (16). Isto porque, os rodoviários só pretendem bater o martelo após o resultado da mediação com representantes dos empresários e a Superintendência de Trânsito e Emprego (STE), marcada para este dia. Até lá, o serviço segue normal e o CORREIO te ajuda a entender o desenrolar da história. >
Desde quinta-feira (11), a categoria está em estado de greve. A decisão foi tomada no mesmo dia, após duas assembleias gerais. A medida é um alerta para os governantes, e indica que a qualquer momento os rodoviários podem deflagrar uma greve. Antes, no entanto, alguns trâmites precisam ser cumpridos: Após a deliberação, é publicado um edital que viabiliza a instauração da greve geral após 72 horas. >
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, o serviço de ônibus do transporte público da capital baiana não vai ser paralisado pelo menos até terça-feira (16). Ainda segundo Fábio Primo, presidente em exercício do sindicato, a medição com os representantes dos empresários e a Superintendência de Trânsito e Emprego (STE) está marcada para acontecer às 10h.>
O objetivo da classe é demandar um aumento de 10% no salário e no ticket de alimentação, compensação das horas extras, fim da dupla jornada - quando o motorista dirige e ainda cobra - e manutenção da função de cobrador em todas as linhas e horários.>
Procurados pela reportagem para saber se há possibilidades reais de atender as demandas da categoria, representantes dos empresários responderam que preferem se pronunciar apenas após a deliberação de terça-feira (16).>
Prefeitura acompanha de perto>
A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), informou que tem acompanhado as negociações entre os rodoviários e as concessionárias para que as partes cheguem o quanto antes a uma definição para evitar que ocorra a suspensão do serviço de transporte na cidade.>
Ainda segundo a Semob, mesmo que seja decretada a greve da categoria, não haverá paralisação das atividades pelo período de 72 horas após o anúncio. A pasta também disse que tem colocado esforços para evitar que haja ainda mais prejuízo à população.>
Como começou>
Tudo começou no dia 4 de maio, quando os rodoviários paralisaram o serviço pontualmente. Na ocasião, os trabalhadores atrasaram a saída dos ônibus de quatro garagens por quatro horas. Os veículos costumam sair às 4h da manhã, mas saíram às 8h. >
Eles eram das seguintes garagens: Plataforma G1 (antiga Praia Grande, no Subúrbio), OT Trans G1 (antiga São Cristóvão, em Porto Seco Pirajá), CSN Iguatemi (antiga BTU) e uma do Subsistema de Transporte Especial Complementar (Stec), localizado no bairro do Retiro.>
Três dias depois, a capital baiana amanheceu sem ônibus urbanos. Desta vez, a suspensão das atividades da categoria durou 24 horas. Por causa disso a Semob montou um esquema com os coletivos do transporte complementar, conhecidos como "amarelinhos". Ao todo, 215 veículos circularam em operação especial.>
Até que, no dia 11 de maio, os rodoviários de Salvador aprovaram o estado de greve, após duas assembleias gerais.>
*Com orientação da subeditora Fernanda Varela>
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