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Grupo rouba carro de loja e troca tiros com a polícia a caminho de shopping, na Barra

Bandidos seguiam em direção ao Shopping Barra, quando foram interceptados pela polícia

  • D
  • Da Redação

Publicado em 22 de março de 2016 às 10:36

 - Atualizado há 3 anos

Três funcionários da Central de Distribuição da empresa Fast Shop foram rendidos quando saíam para fazer mais uma entrega, por volta das 9h desta terça-feira (22), em Porto Seco Pirajá. O caminhão baú estava cheio de aparelhos de celular, microondas, batedeiras, liquidificadores e outros eletroeletrônicos. A carga estava avaliada em R$ 122 mil.Três suspeitos foram presos no local do crime: Josemar (camisa branca), Robson (preto) e Jairvan (azul)(Foto: Evandro Veiga/ CORREIO)"A gente estava parado na sinaleira, esperando o sinal abrir, quando eles chegaram. Eram dois homens a pé. Eles anunciaram o assalto e um deles entrou no caminhão. O outro voltou e entrou em um carro, uma Fiorino, e começou a seguir a gente", contou um dos funcionários, que não quis se identificar.

O suspeito que voltou para a Fiorino branca era Jairvan Barreto Pacheco, 22 anos. Ele tem passagem policial por roubo e era investigado por envolvimento com uma quadrilha especializada em roubo de carga e está preso. O bandido que entrou no caminhão conseguiria fugir horas depois. Segundo a polícia, ele foi identificado, mas sua identidade não será divulgada por enquanto.

O bandido estava vestido com uma camisa amarela e bastante agitado, segundo os funcionários que estavam no caminhão. "Ele dizia que só queria o que era dele. Que era para a gente ficar na boa, que eles não fariam nada com a gente", contou um dos trabalhadores.

Duas tentativas de descarregarDepois de render os funcionários com uma pistola 380, o bandido obrigou o motorista a parar o caminhão em um estacionamento próximo à fábrica de asfalto, que fica a cerca de 200 metros da sinaleira onde as vítimas foram abordadas. Quando tentavam estacionar, eles foram surpreendidos por um guarda municipal.

"O guarda não percebeu que era um assalto. Ele fez sinal avisando que a gente não poderia estacionar ali, porque era espaço da prefeitura. O bandido ficou nervoso quando viu o guarda, mas não reagiu e a gente seguiu para um condomínio que tinha perto", contou um dos ajudantes de descarga.

O movimento de carros e pedestres na frente do condomínio fez os criminosos mudarem de ideia e eles decidiram fazer o trajeto do caminhão, seguindo para a Barra. Antes, o bandido que estava no caminhão trocou de lugar com Josemar de Jesus Santos, 27, que estava na Fiorino. Josemar também tem passagem policial por roubo e, segundo as vítimas, estava mais calmo. Foi ele quem orientou o motorista quais os caminhos deveria seguir.

Por fim, os suspeitos pensaram em estacionar no Shopping Barra, destino original da viagem, mas desistiram ao perceber o movimento. Josemar orientou o motorista a seguir até a Rua São Luiz - uma via sem saída, pouco movimentada, com vários edifícios residenciais - para fazer a descarga e não despertar a desconfiança na equipe que monitorava o caminhão.Carro usado por bandidos foi recuperado pela polícia no local do crime(Foto: Gil Santos/ CORREIO)Bandidos pediram ajudaOs suspeitos tentaram arrombar o caminhão, mas o veículo tem dispositivo de trava eletrônico e só poderia ser aberto no local de destino. Segundo os investigadores da Delegacia de Repressão à Furtos e Roubos (DRFR), foi nesse momento que os bandidos buscaram reforço.

"Eles ligaram para os comparsas e eles trouxeram a barra de ferro que seria usada para tentar arrombar o caminhão. Dois bandidos chegaram para se juntar aos quatro que já estavam com as vítimas", contou um dos policiais, na Rua São Luiz.

Um dos suspeitos era Robson Santos Santa Bárbara, também conhecido como Roque, 42. Ele não tinha passagem pela polícia até esta terça, mas, segundo a titular da DRFR, Carla Ramos, já estava sendo investigado. "Ele faz parte da quadrilha especializada em roubo de carga que estamos investigando há algum tempo. Ele mora em Plataforma e tem uma oficina no Uruguai", contou a delegada.

Ainda segundo a polícia, Robson e o comparsa foram até a Rua São Luiz de mototáxi. Eles posicionaram a barra de ferro contra a fechadura do caminhão e quando tentavam fazer o arrombamento, foram surpreendidos por um grupo de policiais em uma viatura descaracterizada.

Ação conjunta das policiais Civil e Militar frustrou ação dos bandidosO motorista do caminhão conseguiu avisar ao centro de distribuição, durante o trajeto, que o carro havia sido roubado e os funcionários da base alertaram à polícia. "Eu estava na Avenida Centenário quando recebi o chamado. Estava com um colega e, no caminho, paramos para pegar outro colega e corremos para o local. Pegamos eles (bandidos) no ato", contou um investigador que pediu para não ser identificado.

Um dos assaltantes percebeu a viatura descaracterizada e teve início uma troca de tiros intensa. "Eu estava olhando quando vi um carro voltando, dando de ré, e avisei: 'tem um carro estranho ali'", contou Josemar, na delegacia.

Segundo testemunhas, a troca de tiros durou alguns minutos. Parte dos bandidos se escondeu atrás das árvores enquanto atiravam contra a polícia. Os investigadores receberam apoio de policiais da 14ª Delegacia (Barra) e da 11ª Companhia Independente da PM (Barra), e a troca de tiros ficou ainda pior.

"Eles (bandidos) saíram correndo. Pularam o portão e entraram em um condomínio. Foram muitos tiros. Eu estava sentado e levantei assustado", contou um administrador que trabalha há 19 anos no local e disse nunca ter visto nada parecido. "Aqui sempre tem assalto, porque a rua é pouco movimentada, mas nunca vi algo assim", comentou.

Fuga de bandidosDois bandidos pularam o portão do condomínio Eldorado, no final da rua. Um deles foi Roque, baleado na perna e preso ainda no local. O outro suspeito pulou um segundo muro e conseguiu fugir. Josemar e Jairvan também foram presos, enquanto os outros dois suspeitos que estavam com eles escaparam. Segundo a polícia, eles teriam usado outro veículo Fiorino para fugir.

Durante o tiroteio, os funcionários sequestrados foram orientados a permanecer abaixados. Eles estão assustados e com medo de serem identificados pelos bandidos. "A polícia cercou o caminhão e mandou a gente ficar abaixado. Na hora foi um terror, mas, graças a Deus, ninguém ficou ferido. A gente fica com medo porque eles conhecem nossa rota de trabalho", contou o motorista.

Essa não foi a primeira vez que o caminhão foi assaltado. De acordo com o representante da distribuidora, o assistente administrativo Reinaldo Lopes, a sinaleira onde os funcionários foram rendidos é o local preferido pelos bandidos.

"A sinaleira demora de abrir, aí eles aproveitam. Cerca de 15 dias antes do Carnaval outro caminhão foi tomado de assalto no mesmo local", contou. A polícia solicitou as imagens das câmeras de segurança instaladas na rua do tiroteio, na Barra, e disse que alguns dos suspeitos foram identificados. Até o início da noite desta terça, nenhum dos outros três envolvidos haviam sido presos.