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Da Redação
Publicado em 15 de outubro de 2008 às 09:26
- Atualizado há 3 anos
A inspeção no Judiciário baiano é a maior já realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em quase quatro anos de atuação do órgão de controle externo do terceiro poder da República. >
Ministro Gilson Dipp determinou a inspeção no TJ-BA>
Até sexta-feira, uma equipe formada por cinco magistrados do CNJe seis servidores tentará encontrar respostas para o fato de a espera de sentenças ser superior a cem dias, situação detectada em 40.950 processos. Outros 39. 289 litígios aguardam pelo mesmo período o despacho ou outros atos judiciais diferentes de sentenças. No total, são mais de 80 mil processos com atrasos excessivos, e não 110 mil como informou equivocadamente o CORREIO, na semana passada. >
O Sistema Justiça Aberta do CNJ é a base dos dados que levaram o corregedor nacional de justiça, ministro Gilson Dipp, a determinar a inspeção através da Portaria nº 78/2008. A mesma vistoria deve ser feita depois em outros tribunais do país. >
A cada mês, os magistrados informam ao sistema a movimentação processual nas varas e demais unidades dos tribunais. O percentual baiano de envio é considerado preocupante: apenas 32%. >
No texto da portaria, Dipp afirma que 'somente a verificação in loco permitirá uma avaliação consistente sobre o funcionamento dos serviços da Justiça Comum do estado da Bahia, a fim de que sejam tomadas as medidas necessárias para aumentar a eficiência do serviço Judiciário'. >
Durante três dias, juízes estarão em outras comarcas do estado realizando inspeções. Este trabalho inicial termina na sexta, quando o CNJ, segundo a assessoria de comunicação, 'vai colher dados e verificar a necessidade de novos trabalhos e sua periodicidade'. >
Dipp receberá sugestões e reclamações orais dos serviços prestados feitas por representantes de sociedades civis e presidentes de classes, previamente inscritos. Além disso, o público presente poderá enviar relatos por escrito. >
O CORREIO apurou que uma das principais queixas a seremlevantadas será sobre a má distribuição e insuficiência de servidores judiciários, situação crítica no Fórum Ruy Barbosa, em Nazaré, onde se concentra boa parte das unidades da comarca da capital. >
Apesar das últimas nomeações de servidores, que, segundo o tribunal baiano, ultrapassaram a casa das seis centenas, a não-renovação de contratos do Reda é uma das causas para a permanência do déficit.>
(Reportagem publicada na edição de 15/10/2008 do CORREIO)>