Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Morte de família em Marechal Rondon tem ligação com tráfico, acreditam moradores

Homem morto teria roubado facção; mulher e menino também foram assassinados

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 31 de maio de 2023 às 12:42

 - Atualizado há 3 anos

. Crédito: Fotos: Reprodução

Duas versões são consideradas para as mortes de três pessoas de uma família, entre elas um menino de 12 anos, na madrugada desta quarta-feira (31), no bairro de Marechal Rondon.  A primeira envolve o fato de uma das vítimas, Luís Fernando Silva Santos, de 33 anos, o Nando, ter roubado dinheiro da boca de fumo que gerenciava para o Bonde do Maluco (BDM).  A segunda versão é a possibilidade de um racha dentro da facção, que criou um outro grupo chamado "Cangaço", que teria matado Nando e a família por conta da rivalidade entre os bandos.

Além de Nando, foram mortos a tiros Vanessa dos Santos Vitorio, de 24 anos, e de Jeferson dos Santos Valverde, 12. As execuções aconteceram na comunidade conhecida como Inferninho, trecho da localidade do Dique. Jeferson era parente de Nando e Vanessa, mas não há confirmação se era filho ou sobrinho.

Moradores ouvidos pelo CORREIO contaram que Nando era gerente do tráfico e estava suspenso havia uma semana do comando do comércio de drogas na região por ter roubado a boca. "Ele foi retirado do momento depois de ter dado o prejuízo. Estavam resolvendo o que iam fazer e aí decidiram pela eliminação", contou um morador.

Por volta das 3h, um grupo armado chegou à residência, levando Nando para um beco. "Eles só queriam o gerente, mas aí a mulher começou a gritar na rua, chamando a atenção de todo mundo. Teve gente que tentou acalmar, mas ela gritava: 'Se matar ele, vai ter que.me matar também'. Foi aí que um dos caras que comandava o grupo ligou para o chefe e perguntou o que fariam e líder respondeu: 'Mata todo mundo'. O menino não ia morrer, mas acordou com todo o barulho e foi no bolo", contou o morador. 

A segunda versão é que um grupo formado por desertores do Bonde do Maluco (BDM), denominado de "Cangaço", seria o responsável pelas mortes. Outros moradores relataram que o líder e mandante das execuções é um traficante apelidado de "Dil" e que tem mandado de prisão em aberto por vários crimes, entre eles, homicídio. 

O "Cangaço" é um grupo formado entre o fim de 2022 e o início deste ano, após um racha entre dois subgrupos do BDM que atuam no Inferninho. Os bandidos, a princípio, queriam executar somente Nando, pela disputa pelo controle do tráfico na região, mas a mulher e o menino foram mortos para não haver testemunhas.

Falando dessa versão, moradores contam que Jeferson é filho de um traficante apelidado de Jacaré, que está preso e que também faria parte do BDM.

De acordo com a Polícia Militar, unidades da 9ª Companhia Independente estiveram no local e encontraram "um homem caído ao solo em via pública, uma mulher e uma criança dentro de um imóvel, sem sinais vitais, todas vítimas de disparo de arma de fogo".

Já a Polícia Civil, que apura a autoria e o motivo das mortes, disse que "os corpos foram encontrados dentro de um imóvel". A investigação é da Delegacia de Homicídios Múltiplos (DHM).