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Millena Marques
Publicado em 18 de maio de 2026 às 13:23
A Prefeitura de Salvador apresentou, nesta segunda-feira (18), o projeto de lei que transforma o programa Vida Nova em uma política pública permanente do município. A proposta reúne ações nas áreas de assistência social, saúde, educação, habitação, segurança alimentar e empregabilidade, com foco em atender 3,8 mil famílias em situação de extrema pobreza na capital baiana. >
O programa foi lançado na sede da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), no Comércio. Durante o evento, o prefeito Bruno Reis afirmou que a iniciativa será o maior programa social já desenvolvido pela cidade e terá investimento anual superior a R$ 60 milhões.>
Para definir o público-alvo das ações, a gestão municipal criou o Índice de Vulnerabilidade Social de Salvador (IVS), ferramenta elaborada pela Sempre em parceria com a Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF). O índice cruza dados de cadastros municipais, estaduais e federais para identificar e priorizar famílias em situação de maior vulnerabilidade social.>
Segundo Bruno Reis, as primeiras 3,8 mil famílias selecionadas terão acesso a benefícios como cartão de auxílio alimentação, aluguel social para quem vive em imóveis alugados, melhorias habitacionais por meio do programa Morar Melhor e cursos de qualificação profissional.>
“Criamos um índice para identificar quais são as famílias mais pobres da cidade, a partir do cruzamento de várias informações dos cadastros do município, do estado e da União. Serão atendidas de imediato 3,8 mil famílias, que vão usufruir de uma série de benefícios, como receber cartão de auxílio alimentação. Aquelas que moram de aluguel terão aluguel social e melhorias habitacionais pelo programa Morar Melhor. Além disso, serão ofertados cursos profissionalizantes. O objetivo é a progressão social”, afirmou o prefeito.>
O gestor municipal também destacou que o IVS deve ampliar a capacidade do poder público de localizar pessoas em situação de extrema pobreza e direcionar políticas públicas de forma mais eficiente.>
“Muitas vezes, o poder público não consegue identificar as pessoas que estão em situação de extrema pobreza. Mas, a partir dos investimentos em tecnologia, nós conseguimos mapear essas famílias para fazer políticas públicas mais eficientes para transformar, de verdade, a vida delas”, completou.>