Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Preso mais um suspeito de participar da morte de garoto no Bairro da Paz

Claudio Pereira Santos confessou participação no tiroteio, segundo a polícia

  • D
  • Da Redação

Publicado em 4 de fevereiro de 2014 às 12:41

 - Atualizado há 3 anos

Outro suspeito de envolvimento na morte do garoto Caíque Brito de Jesus, de 8 anos, durante uma troca de tiros entre traficantes, no Bairro da Paz, foi preso no fim de semana e conduzido à 12ª Delegacia Territorial (DT/Itapuã). Claudio Pereira Santos, conhecido como Cláudio Neguinho, 21 anos, foi flagrado com cinco “trouxinhas” da maconha por uma guarnição da 15ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), na Travessa Tancredo Neves, no Bairro da Paz. Segundo a Polícia Civil, Cláudio confessou ao delegado Antônio Carlos Magalhães Santos, titular da 12ª DT, sua participação no tiroteio que vitimou o garoto. O suspeito foi conduzido ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestou novo depoimento e encaminhado ao Complexo da Mata Escura. Na sexta-feira (30), outros dois envolvidos no crime já haviam sido apresentados à imprensa pelo delegado. Ueliton de Souza Santos, 29, e um adolescente de 17 anos, foram capturados no Bairro da Paz, depois de trocarem tiros com uma guarnição da Base Comunitária de Segurança (BCS), daquela região.Ueliton estava com uma pistola 9 mm, que será periciada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). Ele está custodiado no Complexo da Mata Escura e o adolescente foi encaminhado à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI). A polícia procura por outros envolvidos no crime, já identificados. Morte e protestoCaíque foi baleado na cabeça, no portão de casa, na Rua Presidente Dutra, na última quinta-feira (30), quando voltava da  Escola Municipal Nova do Bairro da Paz. Segundo testemunhas, pelos menos três homens armados saíram de um beco transversal à rua onde o menino morava e começaram a atirar contra moradores e pedestres. “Eu estava em frente de casa, a dois metros da casa de Caíque. Vi tudo. Foram cerca de cinco tiros. Todo mundo correu e o menino estava abrindo o portão”, contou um morador que não quis ser identificado. Segundo testemunhas, os atiradores pertencem ao grupo de um traficante chamado Djalma. Revoltados com a morte do garoto, moradores do Bairro da Paz bloquearam por duas horas a Avenida Paralela. Caíque saiu da escola por volta das 16h20 e seguiu para a casa, a algumas quadras de distância. “Eu estava em casa quando ouvi os pipocos. Foram muitos tiros. Quando os barulhos pararam, ouvi a gritaria dos vizinhos, cheguei na janela e vi meu filho caído de barriga para cima, em cima de uma poça de sangue. Desci correndo as escadas e abracei meu menino. Ele ainda estava acordado e dizia apenas ‘socorro, papai, socorro’. Nunca mais vou esquecer”, contou o pintor Carlos Aniceto de Jesus, 46. Micro-ônibus foi atravessado na pista pelos moradores (Foto: Robson Mendes)Caíque foi socorrido pelo pai e por vizinhos para o Hospital Geral Menandro de Farias, em Lauro de Freitas, mas não resistiu ao ferimento e morreu. Ontem à noite, sentado em um banco de plástico na porta de casa, Carlos chorava a morte do filho. Quando receberam a confirmação da morte de Caíque, por volta de 16h50, os moradores resolveram protestar bloqueando a Avenida Paralela, no sentido aeroporto, na entrada do Bairro da Paz. Eles colocaram fogo em pneus, pedaços de madeira e papelão e usaram até um micro-ônibus para fechar as cinco faixas da pista. O vidro traseiro do coletivo foi quebrado. O ônibus estava entrando no bairro quando foi parado pelos moradores. Cerca de 10 passageiros foram obrigados a descer e o veículo ficou atravessado na pista. Uma bandeira brasileira de 10 metros de comprimento foi estendida no asfalto. Por conta do protesto, um congestionamento se formou ao longo da via. Às 19h, três faixas foram liberadas e 26 minutos depois, após negociação com policiais, a pista foi liberada. [[saiba_mais]]Segundo o major Borges, o crime foi motivado pela disputa de pontos de vendas de drogas. “Há sete anos um traficante conhecido como Djalma disputa pontos de tráfico com o traficante Flor. Djalma comanda a região do fim de linha do bairro, enquanto Flor atua nas áreas próximas da avenida Paralela”, explicou.