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Elaine Sanoli
Publicado em 31 de março de 2026 às 20:45
Morreu nesta segunda-feira (30) o produtor de elenco e influenciador digital Aelton Santys, de 32 anos. Ele atuava na agência DS Models, como produtor de elenco e figuração, tendo participado de grandes produções nacionais com gravações em Salvador. O corpo de Aelton foi velado e sepultado no Cemitério Municipal de Brotas, na tarde desta terça-feira (31). A causa da morte não foi divulgada.>
Aelton atuava como produtor de elenco e participou do processo de seleção de figurantes de grandes produções nacionais, como os filmes "Ó Paí, Ó 2", "Os Farofeiros", "Meu Sangue Ferve por Você", "Não Tem Volta", "Carnaval", "Irmã Dulce", "Destino: Salvador" e "Irmãos Freitas", além da série "Santos", da Netflix. Ele também fazia trabalhos como modelo e chegou a integrar a figuração de alguns dos filmes em que trabalhou.>
Aelton Santys
A agência realizava serviços de casting para campanhas publicitárias de marcas de diferentes segmentos. Aelton trabalhou com grandes empresas, como Nubank, O Boticário, Vivo, Santander, Mahalo, Piracanjuba, Prefeitura de Salvador, Velmond, Bahiagás e Embasa.>
Aelton enxergava em seu trabalho uma porta para a representatividade, acreditando que poderia influenciar e ajudar outros jovens negros a se enxergarem como referência. "Eu vejo o quanto isso é importante. As crianças da minha rua, quando me veem na televisão ou fazendo alguma propaganda, dizem: ‘Tio, eu quero ser igual a você, eu quero aparecer na televisão. Como é que faz para ser modelo?’. É importante ter uma referência ali do bairro, que saiu dali", disse em entrevista ao podcast PODE.com, em janeiro de 2023.>
Figura conhecida nas redes sociais pelo amor ao Esporte Clube Bahia, Aelton também produzia conteúdos sobre esporte e o cotidiano de torcedor. O time lamentou a morte do influenciador. "Sócio Esquadrão, ele deixa esposa e filho. Nossa solidariedade a familiares e amigos neste momento de tanta dor", disse o clube.>
Ele era Babá Egbé do terreiro Ilê Axé Tumbi Odé Oji, que também lamentou a sua morte. "A dor da perda é profunda, mas ele permanecerá para sempre vivo em nossos corações e em nossas memórias", comunicou.>
"No Candomblé, compreendemos que a morte não é o fim, mas uma transformação. É retorno ao Orun, é reencontro com os ancestrais, é continuidade da existência em outro plano. Que sua caminhada siga em luz, guiada pelos Orixás, e que sua memória permaneça viva entre nós", escreveu o terreiro Ilê Axé Alaketu Obatayó, em solidariedade.>