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Esther Morais
Publicado em 28 de maio de 2026 às 11:04
Duas suásticas nazistas foram encontradas desenhadas dentro de uma sala de aula da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador. Os desenhos foram identificados na quarta-feira (27), mas ainda não há informações sobre quando foram feitos ou quem é o responsável.>
Os símbolos estavam em uma cadeira e na parede da sala 308 da Escola de Música da instituição. Uma das gravuras já foi apagada. A outra, feita com caneta em uma cadeira, ainda permanece no local.>
Suásticas foram desenhadas em cadeira e parede da Escola de Música
O presidente do Diretório Acadêmico de Música, Railan Santana, afirmou que tomou conhecimento da situação após ser avisado por um colega. Segundo ele, ao chegar à sala, encontrou o espaço vazio e acompanhado por uma professora, que informou que o desenho não havia sido feito durante sua aula.>
“Foi um episódio infeliz e a gente espera que encontrem quem fez isso. O movimento estudantil percebe que há grupos neonazistas na universidade propagando esse tipo de coisa há algum tempo. Um colega já fez saudação nazista na Praça das Artes da Ufba e estamos atentos para que esse tipo de conteúdo não seja exposto e não abra brecha”, afirmou Railan Santana.>
A direção da faculdade foi comunicada e informou que realizará a limpeza da cadeira. O Diretório Acadêmico da Escola de Música também divulgou uma nota de repúdio ao caso.>
“Tal símbolo representa, de forma inequívoca, ideias de ódio, intolerância, racismo e crimes contra a humanidade. A Universidade Federal da Bahia, por seus princípios históricos de democracia, pluralidade e respeito aos direitos humanos, não compactua - e jamais compactuará - com qualquer manifestação de cunho nazista, racista, preconceituosa ou discriminatória”, declarou.>
A suástica nazista foi utilizada como principal símbolo do regime nazista e é associada à supremacia branca, nacionalismo extremista, antissemitismo e aos crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.>
A reportagem procurou a Universidade Federal da Bahia para posicionamento sobre o caso, mas não recebeu retorno até a última atualização desta matéria. O espaço segue aberto.>