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Da Redação
Publicado em 5 de julho de 2016 às 07:02
- Atualizado há 3 anos
Nego Pom foi morto a tiros e pedradas(Foto: Reprodução/Facebook)Um homem suspeito de matar o dançarino e produtor Marcos Venício Santos de Jesus, 32 anos, conhecido como Nego Pom, foi preso na noite desta segunda-feira (4) no bairro de Paripe, em Salvador. Segundo informações da polícia, Tiago dos Santos Bezerra, 22, e Luan Marques Sampaio, 18, foram detidos pela Polícia Militar, enquanto praticavam assalto. Luan, conhecido como Marreta, é suspeito de participar da morte do dançarino.>
Eles estavam assaltando pessoas no bairro e foram flagrados por uma equipe da 19ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Paripe). A dupla foi encaminhada para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde permanece presa.>
Por meio da assessoria de comunicação, a Polícia Civil informou que o delegado Jamal Amad, que investiga o caso, ainda não encontrou nenhum elemento que ligasse os dois suspeitos ao crime.>
Em nota, a Polícia Militar informou que uma equipe da 19ª CIPM prendeu os dois quando eles estavam assaltando um homem. A PM confirmou que um dos presos tem envolvimento com a morte do dançarino. Eles foram flagrados por volta das 21h, na BA-528, em Paripe. >
Com eles, foram apreendidos um revólver 38 e munições. De acordo com a polícia, a dupla já tinha roubado o celular da vítima e também levaram a moto Honda CG 150.>
CrimeGuiado pelo GPS, Nego Pom queria chegar em Vista Alegre. No entanto, acabou parando na Nova Constituinte, em Periperi, território da facção Bonde do Maluco (BDM), local onde foi atacado a tiros e pedradas, no dia 21 de junho. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital do Subúrbio, mas não resistiu.>
Segundo uma moradora da região, ele procurava, sem saber, uma pessoa ligada a uma facção rival. Marcos Venício era dançarino da banda Guetto é Guetto, que acabou após a morte dele.Amigos e familiares comovidos em enterro de dançarino(Foto: Betto Jr/CORREIO)“Ele estava de moto e visivelmente perdido. Perguntou como fazia para chegar em Vista Alegre, porque tinha que pegar o dinheiro na mão de um tal Jefinho para pagar a banda que produzia, a Hit Hall’s”, disse a mulher, que inicialmente não reconheceu o dançarino. “Eu o via com os dreads, mas como ele estava sem, nem liguei o nome à pessoa. Só alguns minutos depois que o reconheci, quando caído e coberto de sangue”, contou a mulher ao CORREIO. >
De acordo com a testemunha, por volta das 15h, Marcos Venício entrou na Rua Ana Cristina, que liga a Nova Constituinte à localidade do Congo. Ele queria sair logo da Nova Constituinte e entrou por conta própria na Rua Ana Cristina, onde parou a moto em frente a um lava-jato. Em seguida, desceu falando no celular, como se estivesse querendo confirmar o endereço com alguém. >