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Da Redação
Publicado em 23 de março de 2019 às 09:03
- Atualizado há 3 anos
A madrugada deste sábado (23) foi de muitos raios e trovões em Salvador. Leitores do CORREIO aproveitaram o momento para registrar os fenômenos no céu.>
Segundo a Codesal, a região da cidade onde mais choveu foi Ondina, com 116 mm. Foram registradas 32 ocorrências até as 9h30. Dessas, foram dois alagamentos de área, 14 alagamentos de imóveis, 3 ameaça de desabamento, 2 ameaças de deslizamento, uma árvore caída, uma avaliação de imóvel alagado, quatro desabamentos de muro, dois desabamentos parciais e três deslizamentos de terra. Não há registros de feridos. A Codesal lembra que permanece em plantão 24 horas e pode ser acionada a qualquer instante pelo telefone 199.>
Veja abaixo fotos e vídeos enviados pelos leitores>
Em Plataforma, o leitor Tiago Ferreira fez um vídeo dos relâmpagos:>
Na Orla de Salvador, Ricardo Andrade registrou o momento em um raio cai na região do Jardim de Alah: Também no Jardim de Alah, Luciana Gaspari fez um vídeo bem perto dos raios:>
No Rio Vermelho, a leitora Pri Ladeia registrou o momento em que a Rua do Meio estava completamente alagada:>
No Jardim Brasília, Iago Petitinga também conseguiu registrar os raios>
Mitos e verdades sobre raios e trovões Os raios e os trovões aparecem com constância nos mitos das civilizações do passado. Profetas, sábios, escribas e feiticeiros os interpretavam como manifestações divinas, considerados principalmente como reação de ira contra as atitudes dos homens.>
Nas mãos de heróis mitológicos e de divindades eram utilizados como lanças, martelos, bumerangues, flechas ou setas para castigar e perseguir os homens pecadores.>
Bumerangue Há mais de cinco mil anos, os babilônicos acreditavam que o deus Adad carregava um bumerangue em uma de suas mãos. O objeto lançado provocava o trovão. Na outra mão, empunhava uma lança. Quando arremessada produzia os raios.>
Castigo dos deuses Para os antigos gregos, os raios eram lanças produzidas pelos gigantes Ciclopes, criaturas de um olho só. Elas eram feitas para que Zeus, o rei dos deuses, as atirasse sobre os homens pecadores e arrogantes. Como a mitologia grega foi migrada e adaptada à romana, a interpretação dada aos raios não sofreu muita alteração entre os romanos.>
Alvo ou proteção? Acreditava-se que havia árvores que atraíam raios, enquanto outras as repeliam. O grande deus romano, Júpiter, tinha como símbolo o carvalho, árvore alta e majestosa, constantemente atingida por raios. Por outro lado, acreditava-se no poder de proteção do loureiro, arbusto também encontrado na região do Mediterrâneo, cujos ramos e folhagens eram utilizados sobre a cabeça de imperadores e generais romanos.>
Sinos contra raios Outra crença muito difundida na Europa Medieval dizia que o badalar dos sinos das igrejas durante as tempestades afastaria os raios. A superstição perdurou por muito tempo. Muitos campanários de igreja foram atingidos e mais de uma centena de tocadores de sino foram mortos acreditando em tal ideia. A superstição perdeu força somente no início do século XVIII.>
Amuletos de proteção Outra crença popular considerava a pedra-de-raio um talismã para proteção pessoal e de residências entre povos europeus, asiáticos e americanos. No nordeste brasileiro, a pedra-de-raio é conhecida até hoje como pedra-de-corisco, por influência dos portugueses do século XVI.>
A pedra seria trazida pelo raio, cuja força meteórica a enterraria. A origem de tal superstição está baseada na falsa ideia de que um local não pode ser atingido duas vezes pelo mesmo raio, mas a explicação para a origem destas ideias pode estar relacionada com achados de utensílios e armas de pedra polida de povos mais antigos.>
Sabe-se que os etruscos e, mais tarde, os romanos da antiguidade usavam a pedra (pontas de flechas e de martelos) em colares como amuleto. Ficavam à mostra no pescoço, mas também eram colocadas nas casas e no telhado com o intuito de ficar a salvo dos raios.>
Na Bahia, os escravos africanos acreditavam que a pedra-santa-bárbara, como chamavam a pedra-de-raio, desprendia-se da atmosfera durante as tempestades. Ela teria poderes curativos e por isso era utilizada em preparos de remédios para diversas doenças.>
Espelho atrai raios? Não. A crença surgiu na época em que os espelhos tinham grandes molduras metálicas – elas, sim, um grande atrativo para os raios. Não há necessidade de cobrir espelhos durante uma tempestade.>
Um raio não atinge duas vezes o mesmo local? Também é mentira. Uma prova disso é o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que recebe cerca de seis raios por ano.>
Quais cuidados devem ser tomados quando ocorrem raios e/ou trovões com muita intensidade? O Elat/Inpe orienta a não sair para a rua ou não permanecer na rua durante as tempestades, a não ser que seja absolutamente necessário.>
Veja alguns cuidados: Deve-se procurar abrigo em carros não conversíveis, ônibus ou outros veículos metálicos não conversíveis; em moradias ou prédios, de preferência que possuam proteção contra raios; em abrigos subterrâneos, tais como metrôs ou túneis, em grandes construções com estruturas metálicas, ou em barcos ou navios metálicos fechados.>
Caso esteja dentro de casa, evite usar telefone com fio ou celular ligado à rede elétrica (utilize telefones sem fio); ficar próximo de tomadas e canos, janelas e portas metálicas; e tocar em qualquer equipamento elétrico ligado à energia.>
Evite também lugares que possam oferecer pouca ou nenhuma proteção contra raios, como pequenas construções não protegidas (celeiros, tendas ou barracos), veículos sem capota (tratores, motocicletas ou bicicletas) e estacionar o veículo próximo a árvores ou linhas de energia elétrica.>
É preciso também evitar locais que são extremamente perigosos durante uma tempestade, como topos de morros ou cordilheiras; topos de prédios; áreas abertas, campos de futebol ou golfe; estacionamentos abertos e quadras de tênis; proximidade de cercas de arame, varais metálicos, linhas aéreas e trilhos; proximidade de árvores isoladas; estruturas altas como torres, linhas telefônicas e linhas de energia elétrica.>
Se você estiver em um local sem abrigo próximo e sentir que seus pelos estão arrepiados ou que sua pele começou a coçar, fique atento, já que isto pode indicar a proximidade de um raio que está prestes a cair. Neste caso, ajoelhe-se e curve-se para frente, colocando suas mãos nos joelhos e sua cabeça entre eles. Não fique deitado.>