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Da Redação
Publicado em 6 de março de 2023 às 21:00
- Atualizado há 3 anos
Mais de 13 milhões de brasileiros possuem doenças raras no Brasil. Para ser considerada desse tipo pelos parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência deve ser de até 65 casos a cada 100 mil habitantes. A descoberta da doença marca o início de uma longa trajetória para o acesso aos tratamentos necessários. Para dar visibilidade à causa, o Instituto Vidas Raras (IVR) realizou um bate-papo no final de semana no Rio de Janeiro, no qual o CORREIO participou como convidado. >
Ao total, mais de 7 mil doenças raras já foram catalogadas, a maioria possui causa genética. Dessas, menos de 10% possuem tratamento específico. Apesar de diferentes entre si, agrupar as doenças fortalece a luta pelo direito básico previsto na Constituição: o acesso à saúde.>
É justamente aí que entram associações do terceiro setor, que auxiliam na luta para que o acesso aos tratamentos seja garantido. O Instituto Vidas Raras (IVR) é uma das organizações não governamentais que encabeça essa batalha desde 2001. >
“Infelizmente, a via judicial acaba sendo a única forma de um paciente acessar o medicamento que vai salvar sua vida, mas é um mecanismo de emergência. Para o Ministério da Saúde acaba sendo cômodo porque exime o Estado. Quando um medicamento é incorporado pelo SUS, há a responsabilidade de fornecimento regular”, explicou Amira Awada, presidente do Instituto Vidas Raras, no bate-papo realizado no sábado (4). Desde 2001 o Instituto Vidas Raras acolhe paciente e luta pela incorporação de medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) (Foto: Divulgação) Pensando em gerar conhecimento sobre o tema, a biofarmacêutica global PTC Therapeutics fez, no domingo (5), uma intervenção na praia do Leme, no Rio de Janeiro. Como parte da campanha Abrace o Raro, 100 guarda-sóis coloridos formaram o símbolo da causa, mãos sobrepostas. Ação foi realizada na Praia do Leme, na Zona Sul do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação) Entre as dezenas de pacientes raros que estiveram na ação, estavam Jocilene Tavares, 54, o marido, o baiano de Itabuna Luciano Dantas, 50, e os dois filhos. O casal está junto há 20 anos e ambos possuem síndrome pós-pólio, doença rara que limita os movimentos.>
Para eles, o conhecimento sobre o assunto é fundamental. "Nós temos uma doença visível, usamos cadeira de rodas, mas muitas doenças raras não são visíveis. É muito importante que as pessoas estejam informadas sobre isso", afirmou Jocilene>
*Com orientação de Monique Lôbo.>