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Aeróbicos ou musculação: qual estratégia é mais eficaz para quem tem risco cardíaco?

Combinação entre exercícios potencializa a proteção cardiovascular em pessoas com histórico familiar

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 21 de maio de 2026 às 15:12

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Aeróbicos ou musculação: qual estratégia é mais eficaz para quem tem risco cardíaco? Crédito: Shutterstock

A prática regular de exercícios físicos está entre as principais recomendações para prevenir doenças cardiovasculares e pode reduzir em cerca de 40% o risco de mortalidade, segundo o European Journal of Preventive Cardiology. Ainda assim, é comum que pessoas com histórico familiar de infarto ou doenças coronarianas tenham dúvidas sobre qual caminho seguir entre tantas modalidades, como corrida, crossfit ou musculação.

Durante muito tempo, os exercícios aeróbicos foram considerados os principais aliados do coração, mas hoje, a visão é mais ampla e a proteção cardiovascular é maior quando diferentes modalidades são combinadas. “Os exercícios aeróbicos, como caminhada ou corrida na esteira, têm impacto direto no músculo cardíaco e no sistema circulatório. Eles aumentam o volume sistólico, permitindo que o coração bombeie mais sangue a cada batimento, o que reduz a frequência cardíaca em repouso. Também ajudam a controlar a pressão arterial e a elevar o HDL, o chamado bom colesterol, além de melhorar a capacidade do organismo de absorver e utilizar o oxigênio”, explica o cardiologista do Hospital IGESP, Daniel Terrível.

Exercícios na academia por Reprodução | Freepik

Se o aeróbico atua diretamente no condicionamento cardiorrespiratório, a musculação complementa esse efeito ao trabalhar outros mecanismos importantes para a saúde do coração. Embora ainda seja associada principalmente ao ganho de massa muscular, ela também tem papel relevante na proteção cardiovascular.

“O treinamento resistido contribui para reduzir a rigidez arterial e melhorar a função do endotélio, camada que reveste os vasos sanguíneos. Também aumenta a sensibilidade à insulina, auxiliando na prevenção e no controle do diabetes e da obesidade, fatores de risco importantes para o infarto. Além disso, o ganho de força muscular reduz a sobrecarga do coração em atividades do dia a dia”, complementa o médico.

Nesse contexto, as duas práticas não competem, mas se complementam. “A estratégia mais indicada é a combinação das modalidades. A esteira melhora a resistência cardiorrespiratória e a eficiência do miocárdio, enquanto a musculação atua no metabolismo, na pressão arterial e no controle glicêmico e lipídico”, reforça o especialista.

Mais do que escolher entre uma ou outra atividade, o ponto principal está na consistência e na segurança. Para quem tem histórico familiar de infarto, a integração entre exercícios aeróbicos e musculação tende a ser a abordagem mais completa. “Antes de iniciar qualquer rotina, é fundamental buscar orientação médica e manter os exames em dia. Com acompanhamento adequado, é possível definir a frequência cardíaca segura e as cargas ideais, garantindo que o exercício seja, de fato, um aliado da saúde do coração”, finaliza o cardiologista do Hospital IGESP.