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Alimentos comuns podem causar engasgo grave; veja quais exigem mais atenção

Saiba como prevenir acidentes durante as refeições

  • Foto do(a) author(a) Thais Borges
  • Thais Borges

Publicado em 9 de maio de 2026 às 11:56

Engasgo em idosos pode ser perigoso
Engasgo em idosos pode ser perigoso Crédito: Reprodução

Ainda que sejam tratadas como acidentes pontuais, o risco de situações de engasgo é mais comum do que se imagina - e está presente até em alimentos aparentemente inofensivos a hábitos comuns durante as refeições. Assim, pequenas escolhas podem aumentar significativamente o risco de obstrução das vias aéreas.

O engasgo é quando um alimento ou objeto bloqueia parcial ou totalmente a passagem de ar. Sem uma intervenção rápida, a situação pode levar a quadros graves e até fatais. De acordo com a fonoaudióloga Claudia Aidar Fleury, especialista em reabilitação da deglutição e líder das equipes de fonoaudiologia dos Hospitais Igesp, alguns tipos de alimentos apresentam maior risco, especialmente quando não são consumidos da forma adequada.

Uvas, principalmente para crianças pequenas e idosos  por Imagem gerada por IA

Alguns dos principais itens incluem alimentos duros, secos, pegajosos ou pequenos, como uvas, castanhas, torradas, balas e pedaços grandes de carne. Além disso, alimentos com dupla consistência (líquido e sólido), como sopas com pedaços ou frutas caldosas (a exemplo da melancia), também aumentam o risco. A mesma coisa acontece com a gelatina, que é ingerida como um sólido mas se transforma em líquido com o calor da boca e pode ser um problema principalmente para pessoas com dificuldade de deglutição.

Segundo a fonoaudióloga, o problema vai além do alimento em si. “O risco não está apenas no que se come, mas em como se come. Alimentos mal cortados, ingeridos rapidamente ou sem mastigação adequada aumentam significativamente as chances de engasgo, especialmente em crianças, idosos e pessoas com disfagia”, diz.

A disfagia, ou seja, dificuldade para engolir, é um fator de risco importante e muitas vezes subdiagnosticado. A condição pode levar não só a engasgos frequentes, mas também a complicações graves, como desnutrição e pneumonia aspirativa. “Quando a deglutição não acontece de forma coordenada, o alimento pode seguir para as vias respiratórias. Isso transforma um ato cotidiano, como comer, em um risco real à saúde”, acrescenta Claudia.

Apesar de comum, o engasgo não deve ser banalizado. Episódios frequentes de tosse durante as refeições ou sensação de alimento parado na garganta devem ser vistos como sinais de alerta para disfagia e precisam ser investigados por um profissional especializado. “Comer deveria ser um ato seguro e prazeroso. Quando há risco ou desconforto, o corpo está pedindo atenção”, completa a fonoaudióloga.

Como reduzir o risco de engasgo

Cortar os alimentos em pedaços pequenos e adequados

Mastigar bem antes de engolir

Evitar falar, rir ou se distrair durante a refeição

Não comer com pressa

Ajustar a textura dos alimentos quando necessário (principalmente para idosos)

Manter postura adequada ao comer