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Conheça sete mitos e verdades sobre a doença que levou Isis Valverde a ser internada três vezes este ano

Especialistas alertam para fake news sobre alimentação e reforçam a importância do diagnóstico e do tratamento adequado

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 25 de maio de 2026 às 17:04

Isis Valverde
Isis Valverde Crédito: Reprodução | Instagram

Estima-se que cerca de 1% da população mundial tenha a doença celíaca (DC), condição autoimune crônica em que a ingestão de glúten faz o próprio sistema imunológico atacar o intestino delgado. No Brasil, isso representa de 2 a 2,5 milhões de pessoas, sendo que até 80% ainda não sabem que convivem com a condição, muitos casos não são identificados devido à variedade de sintomas. Esse não é o caso da atriz Isis Valverde que não só convive com a diagnóstico desde os seus 19 anos, como precisou ser internada três vezes ao longe desse ano por conta da doença celíaca.

“A doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten, proteína presente no trigo, centeio, cevada e aveia que danifica o intestino delgado e compromete a absorção de nutrientes”, explica a gastroenterologista pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) e Especialista em Endoscopia Digestiva, Danielle Kiatkosk. Para ampliar a conscientização sobre a doença celíaca combatendo a desinformação, a FBG reúne os principais mitos e verdades sobre o tema. 

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  • 1. A doença celíaca tem aumentado no mundo
    Verdade. A prevalência cresceu nas últimas décadas, impulsionada pelo avanço dos métodos diagnósticos e maior rastreamento de grupos de risco.

  • 2. Apenas quem tem histórico familiar pode desenvolver a doença
    Mito. Qualquer pessoa pode desenvolver doença celíaca. Embora haja predisposição genética, a maioria dos diagnósticos ocorre na vida adulta, com maior incidência em mulheres.

  • 3. Reduzir o glúten já é suficiente para evitar complicações
    Mito. O tratamento exige exclusão total e permanente do glúten, além do cuidado com contaminação cruzada. Dica: A Lei nº 10.674/2003 obriga a indicação “contém” ou “não contém glúten” nos rótulos dos alimentos, mas, atenção: a retirada do glúten da dieta só deve ser feita após diagnóstico confirmado.

  • 4. A doença pode causar outros problemas de saúde
    Verdade. Entre as possíveis complicações estão anemia, osteoporose, enxaqueca, ataxia, dermatite herpetiforme, alterações menstruais e infertilidade.

  • 5. Algumas condições aumentam o risco de desenvolver a doença
    Verdade. O risco é maior em parentes de primeiro grau, pessoas com diabetes tipo 1, outras doenças autoimunes e síndrome de Down. Em mulheres, manifestações podem surgir ou se intensificar na gestação e no puerpério.

  • 6. O diagnóstico é simples e rápido
    Mito. O diagnóstico envolve exames sorológicos, testes genéticos e, em muitos casos, biópsia do intestino delgado, ainda considerada padrão ouro. “Há uma necessidade urgente de ampliar a conscientização entre médicos sobre a diversidade de manifestações clínicas e a importância dos testes no diagnóstico”, destaca Danielle Kiatkosk.

  • 7. A doença celíaca também afeta a saúde mental
    Verdade. Sintomas como ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e alterações de humor podem estar associados. Em alguns casos, há relação com TDAH e transtorno do espectro autista.