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Perla Ribeiro
Publicado em 25 de maio de 2026 às 13:42
Outono, período de transição entre verão e inverno, é muito comum que as temperaturas variem bastante. Dias quentes intercalam-se a dias bem mais amenos, especialmente à noite. E o resultado disso é que ficamos mais suscetíveis àquelas 'constipações' que irritam tanto o nariz e a garganta. A coriza em excesso, quase sempre, é o primeiro sintoma que surge e costuma permanecer durante dias. Às vezes, ela vem acompanhada de outros agravantes, como dor de garganta, dor de cabeça, febre, o que indica um quadro mais agudo.>
Mas, também, acontece de ficar só mesmo na coriza, que vem e volta, seguindo uma rotina quase que permanente e incômoda. De acordo com o otorrinolaringologista do Hospital Paulista, Gilberto Ulson Pizarro, quadros de coriza, com obstrução nasal, sem mal-estar, geralmente estão associados a rinites e resfriados comuns. Ou seja, mesmo que leves, são sintomas dessas duas doenças. "Tanto a rinite, como o resfriado, tem alta incidência na população mundial e ocorrem durante todo ano. Mas é nesses períodos de transição, em que há maior variação de temperatura, que o nosso nariz é mais exigido. A coriza é primeira sinalização de que há algo errado", resume o médico.>
Gripe, virose, resfriado e sinusite
Quando em excesso e acompanhada de sintomas de gripe ou resfriado, ele recomenda, já logo de início, avaliar alguma forma de tratamento. "Passados dois ou três dias em que o paciente permanece sintomático, mesmo após medidas gerais de controle de febre e analgesia, é importante que ele procure o atendimento médico para fazer tratamento antiviral". >
Já para os casos mais leves, o especialista destaca que o melhor tratamento é o preventivo. "A vacinação contra a gripe é sem dúvida a melhor forma de evitar a recorrência de todas as reações que são causadas por ela. Isso também vale para a Covid, que tem reações semelhantes e tem vacina", acrescenta. >
Com relação à rinite, especificamente, o médico recomenda que os pacientes se antecipem aos problemas que são comuns nos períodos de meia estação. "O ideal é que eles procurem o especialista em otorrinolaringologia, antes ou logo no início do outono ou da primavera, para tomarem as medidas preventivas que podem evitar ou amenizar os problemas causados. Isso vale para quem tem asma, que tem origem semelhante e também pode ser evitada preventivamente com auxílio médico".>