Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Hipertensão precoce: a doença silenciosa que ameaça a saúde dos jovens

Especialista destaca a importância da aferição regular da pressão arterial e da adoção de hábitos saudáveis para prevenir riscos em faixas etárias mais novas

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 23 de maio de 2026 às 17:00

A hipertensão tem sido diagnosticada cada vez mais cedo, principalmente em pessoas com menos de 40 anos (Imagem: antoniodiaz | Shutterstock)
A hipertensão tem sido diagnosticada cada vez mais cedo, principalmente em pessoas com menos de 40 anos  Crédito: Imagem: antoniodiaz | Shutterstock

A hipertensão arterial, tradicionalmente associada a pessoas mais velhas, tem apresentado um crescimento preocupante em faixas etárias jovens. Este cenário é um reflexo de mudanças significativas no estilo de vida, e reforça a necessidade de diagnóstico e cuidado precoce, como ressalta Elaine Avelar, docente de Enfermagem e coordenadora da Pós-graduação em Enfermagem em Pediatria e Neonatologia do Centro Universitário Módulo.

Essa preocupante realidade é reforçada por dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), que indica que 30% da população brasileira pode ser considerada hipertensa, com 5% desse total sendo crianças e adolescentes. Elaine explica que diversos fatores têm contribuído para essa tendência. "O sedentarismo, o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, a obesidade, o aumento do estresse e da sobrecarga emocional, além da privação do sono e do uso excessivo de telas, são alguns dos principais contribuintes. Soma-se a isso o consumo precoce de álcool, tabaco, energéticos e outras substâncias estimulantes", detalha.

A hipertensão arterial é silenciosa, mas seus efeitos não por Getty Image

Os determinantes sociais, como a baixa adesão às ações preventivas, desigualdades socioeconômicas e menor acesso à educação em saúde, também desempenham um papel relevante. O grande problema da hipertensão precoce é sua evolução silenciosa. Quanto mais cedo ela se instala, maior o tempo de agressão aos vasos sanguíneos e órgãos-alvo, elevando o risco futuro de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doença renal crônica ainda em idade produtiva.

Nesse contexto, a enfermagem exerce um papel fundamental na prevenção e no diagnóstico precoce. "O enfermeiro participa ativamente da identificação de fatores de risco, realiza a aferição correta da pressão arterial e atua no monitoramento contínuo e encaminhamento precoce, quando necessário", afirma a especialista. Além disso, a função de educação em saúde é essencial, ajudando os jovens a compreenderem as consequências graves da hipertensão a longo prazo.

Para engajar essa população, a profissional destaca a importância de estratégias mais dinâmicas e acessíveis, com linguagem clara, acolhimento e escuta ativa. "Ações educativas em escolas, universidades e unidades de saúde podem aproximar os jovens do cuidado preventivo, incentivando mudanças graduais no estilo de vida, como a prática de atividade física, alimentação equilibrada, controle do estresse e redução do consumo de álcool, cigarro e ultraprocessados."

"A hipertensão arterial não é uma doença exclusiva dos idosos e pode atingir pessoas cada vez mais jovens, muitas vezes de forma silenciosa. Por isso, aferir a pressão arterial regularmente deve ser entendido como um cuidado básico e preventivo, mesmo na ausência de sintomas", enfatiza Elaine Avelar. "Cuidar da pressão arterial é cuidar da qualidade de vida, do futuro e da saúde do coração."