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Nutricionistas dão dicas de alimentos saudáveis que não são caros ao bolso

Já pensou em trocar o biscoito recheado por uma porção de aipim no café da manhã? A substituição de alimentos é alternativa para quem quer ter vida saudável sem gastar muito. O mercado de ‘produtos verdes’ está em alta

  • Foto do(a) author(a) Luana Rocha
  • Luana Rocha

Publicado em 29 de abril de 2014 às 10:35

 - Atualizado há 3 anos

Comer alimentos saudáveis pode ser facilmente associado a gastar muito mais dinheiro para encher a despensa. Porém, não é isso que defendem os nutricionistas. É possível, segundo os especialistas, fazer pequenas mudanças nas refeições diárias por alimentos com melhor teor nutricional e sem, necessariamente, ter que gastar muito.

“Afirmar que é necessário gastar muito para se alimentar de forma saudável não é verdade. Precisamos reconhecer que a alimentação está cada vez mais cara, sendo, inclusive, um dos principais fatores que estimulam a inflação do país. Mas, de maneira geral, pode-se afirmar que quanto mais simples e básica for a alimentação mais chances ela tem de ser saudável”, explica o nutricionista Khael Valadão. Helena Affonso, dona da franquia da Via Verde, resolveu investir numa loja de produtos naturais por acreditar em uma tendência de crescimento desse mercado na Bahia (Foto: Marina Silva)Para a também nutricionista Vanessa Bulcão, o ideal é buscar alimentos na sua forma mais pura, ou seja, que tenha passado o mínimo possível por processos químicos. “Se alimentar de forma correta e equilibrada é bem simples. A procura deve ser feita por alimentos na sua forma mais natural possível, como frutas, verduras, raízes, oleaginosas e proteínas, como o peixe, frango e ovo”, afirma Vanessa. Franquias De olho no nicho de mercado de alimentação saudável, novas lojas com produtos naturais começaram a surgir na capital baiana. É o caso da Via Verde Produtos Naturais, inaugurada no período antes do Carnaval. A franquia, originalmente carioca, está se expandindo no Nordeste e já tem três lojas em Salvador. “Resolvi investir em alimentação saudável porque acredito que essa é uma tendência do mercado. As pessoas começaram a perceber a sensação agradável que uma boa comida propicia”, explica Helena Affonso, proprietária da franquia. A “tendência” também é apontada por Emanoel Vargas que inaugura, amanhã, a franquia da Ponto Natural, especializada em alimentação natural. “Eu mesmo tenho ficado atento em relação a minha alimentação”, afirma. A franquia aberta por Emanoel tem mais de quatro mil tipos de produtos, entre chás, grãos, cereais, orgânicos e frutas desidratadas.  CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIARVilões De acordo com os especialistas, o fundamental  para buscar a alimentação saudável é eliminar, de imediato, alguns produtos da sua lista de compras do supermercado. “Os pães (brancos), biscoitos, sucos de caixinha, temperos prontos e a  maioria dos produtos industrializados devem ser eliminados.  Esses alimentos devem ser substituídos por outros que sejam o mais natural possível, livre de conservantes, adoçantes e corantes”, recomenda Vanessa. Para Khael, o grande problema é que os alimentos industrializados apelam pela publicidade para chamar atenção da população. “Esses produtos são amplamente distribuídos nas redes de mercados e apelam para a propaganda, seja a propaganda de fato, que divulga o produto nos meios de comunicação, seja fazendo uma embalagem colorida e atraente para os consumidores desavisados”, critica Valadão.Nessa lista de vilões da alimentação entram ainda: salgadinhos diversos, biscoitos recheados ou do tipo wafer, refrigerantes de qualquer tipo, inclusive os diets, lights ou zero, sucos em caixa, macarrão instantâneo e as carnes salgadas e gordurosas, alertam os nutricionistas. Alimentação Nas três refeições principais do dia, segundo os nutricionistas, deve-se  tentar sempre fazer combinações  que contenham alimentos fontes de carboidratos, proteínas, gorduras e também de vitaminas e minerais. “No café da manhã, por exemplo, além do cuscuz como fonte de carboidrato ou do pão que termina sendo o mais consumido, pode-se utilizar outras fontes, como a banana-da-terra cozida, o aipim, a batata-doce e   fruta-pão”, detalha Khael.  No caso do almoço, o tradicional arroz e feijão tem lugar garantido. A ideia, segundo Vanessa, é apostar nas cores do prato. “O ideal é iniciar o almoço com um prato de saladas, o mais colorido possível, lembrando que, quanto mais colorido o prato, mais rico ele será em vitaminas, minerais e nutrientes antioxidantes”. Depois, segundo explica Vanessa, pode-se escolher entre grão-de-bico, lentilha, feijão verde, ou até o próprio feijão carioca. “Desde que feito com bastante condimentos naturais e sem carnes gordurosas. Além disso, é importante sempre que exista uma fonte proteica, como um frango, um peixe ou uma carne magra”, pontua. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIARPesquisa diz que brasileiro quer alimentos saudáveisOs brasileiros estão mais preocupados em consumir alimentos saudáveis, segundo pesquisa divulgada em março pela Associação das Empresas de Refeição e Alimentação (Assert). De acordo com o levantamento, o consumidor está mais exigente no que diz respeito à qualidade do alimento servido nos estabelecimentos. Ele quer comida saudável no prato, mais frutas e saladas. E a tendência é seguida pelos estabelecimentos. A pesquisa diz que 82% dos restaurantes, bares, lanchonetes e padarias já se renderam ao novo comportamento dos clientes. O consumo de sucos naturais aumentou 70% no Brasil. Frutas, verduras e legumes também cresceram na preferência - mais de 60%.  Mas nada disso fez o consumidor deixar de lado um dos pratos mais tradicionais - a procura pela combinação arroz e feijão subiu 30% no país. E foi maior no Nordeste - 40%. 

O levantamento também avaliou quanto o brasileiro está gastando para comer fora de casa. A pesquisa feita em 49 cidades - sendo que 21 são capitais - pesquisou mais de 5.500 preços de quatro tipos de pratos: o PF, prato feito, o restaurante por quilo, o executivo e o à la carte. Depois, tirou uma média pra saber o preço na região. No Brasil todo, o preço médio da refeição (prato+bebida+sobremesa+ café) é de R$ 30,14. Em Salvador, o preço médio da alimentação é de R$ 32,95. É na região Centro-Oeste que custa mais caro comer. Depois, Norte, Sudeste, Nordeste e Sul.  A Assert, que faz a pesquisa há 11 anos, diz que esse levantamento mostra que nos últimos anos os alimentos pressionam fortemente a inflação. Separadamente é em Belo Horizonte que se paga mais pra comer fora. Rio de Janeiro e Brasília aparecem em seguida. As capitais com o menor preço foram Fortaleza, São Luís e a mais barata é Campo Grande.