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Da Redação
Publicado em 9 de março de 2013 às 17:28
- Atualizado há 3 anos
Folhapress>
Apple e IGB Eletrônica (ex-Gradiente) resolveram interromper a briga judicial que travam pelo uso da marca “iphone” no Brasil e agora buscam uma “solução amigável para a questão”. As empresas interromperam um processo que a Apple moveu contra a IGB Eletrônica no começo de janeiro na Justiça para tentar extinguir parcialmente o registro da marca “gradiente iphone” - detida pela empresa brasileira no país - e agora buscam um acordo pacífico. >
Procuradas, ambas as companhias não quiseram se pronunciar. Mas os advogados das duas partes protocolaram um documento na Justiça do Rio no fim de fevereiro pedindo a suspensão da ação por 30 dias para tentar uma saída pacífica ao imbróglio. uma fonte com conhecimento das negociações que pediu para não ser identificada confirmou a negociação. >
Não é a primeira vez que a Apple enfrenta problemas com o nome de seus produtos. Ela precisou fazer acordo com a Cisco pelo uso da marca iPhone nos EUA e com a Proview para poder usar o nome iPad em Taiwan, na China e outros países asiáticos. Novela A IGB fez o pedido da marca “g gradiente iphone” em março de 2000 no Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), órgão responsável por registrar marcas e patentes no Brasil, anos antes do lançamento iPhone. >
A IGB se tornou dona do nome após a concessão do registro, em novembro de 2007. A Apple tentou registrar a marca “iPhone” em julho do mesmo ano, mas, como o Inpi não aceita dois registros da mesma marca para uma mesma categoria de produto, o pedido foi negado. Em 18 de dezembro, 15 dias antes de perder a exclusividade da marca, a Gradiente anunciou o lançamento do seu “iphone” - um registro expira em cinco anos caso não seja utilizado. Mais modesto que o smartphone da Apple, o Gradiente Iphone tem sistema operacional Android 2.3, entrada para dois chips, 3G, wi-fi, câmera de 5 megapixels, cartão de memória de 2 GBytes e custa R$ 599 na loja da empresa. >
Gradiente A queda da Gradiente começou após a empresa adquirir a concorrente Philco por R$ 60 milhões em 2005. Dois anos depois, ela vendeu a empresa por R$ 22 milhões e, em crise, saiu do mercado. Em 2010, a Gradiente teve aprovado seu processo de recuperação extrajudicial -que previa o pagamento de uma dívida de R$ 385 milhões em nove anos.>
O plano foi posto em prática em 2012, com a criação da CBTD (Companhia Brasileira de Tecnologia Digital), hoje responsável pelo arrendamento e gestão da marca da Gradiente - inclusive o lançamento do iphone. A empresa é formada pelos acionistas da IGB - que detêm 40% - e um fundo formado por Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas), Jabil Circuit (multinacional americana) e os fundos de pensão Petros (de funcionários da Petrobras) e Funcef (da Caixa Econômica Federal) - que pagaram R$ 68 milhões pelos 60% restantes.>