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700 metros de LED e mil aparelhos de iluminação: saiba tudo sobre a montagem do Festival Virada Salvador

Evento tem mais de 200 profissionais envolvidos apenas na elaboração do palco

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  • Larissa Almeida

Publicado em 26 de dezembro de 2023 às 05:30

Operários na montagem da iluminação do Festival Vairada
Operários na montagem da iluminação do Festival Vairada Crédito: Ana Albuquerque

Dois dias separam os soteropolitanos e os turistas do início do Festival Virada Salvador, evento que promete ser a maior festa de Réveillon do Brasil. Envolvidos na montagem da estrutura, dezenas de profissionais não pararam nem mesmo no Natal. Até esta segunda-feira (25), 700 metros de LED, mil aparelhos de iluminação e 74 caixas de som estavam em fase final de instalação.

De acordo com a Empresa Salvador Turismo (Saltur), neste ano o evento vai contar com quatro espaços para shows. O Palco Virada vai receber artistas nacionais, o Palco Brisa terá artistas locais de grande potência, o Super Trio da Virada ficará responsável por levar o pagodão e o afoxé para o público e, por fim, a Escalada Eletrônica contará com uma line-up de DJs.

Para a iluminação dos palcos, 600 metros de LED de alta definição foram instalados por mais de 200 profissionais. Os outros 100 metros foram aplicados no trio elétrico, na passarela e na torre do DJ. Segundo Junior Luzbel, 50 anos, designer de iluminação da Luzbel Tecnologia – empresa contratada para iluminação e som do festival – todo o processo de sonorização e iluminação começou a ser montado na sexta-feira (22) e deve ser concluído nesta terça-feira (26), embora o estudo para executar o projeto tenha começado muito antes.

“É um processo que requer muito tempo de estudo. São muitos projetos, muitos estudos de carga junto com a empresa responsável pela arquitetura. É tudo feito a várias mãos. Até o final desta segunda-feira, vamos estar com tudo 85% pronto”, afirmou.

Junior contou que os projetos do som, LED e luz são criados com base nas listas de instruções técnicas de palco de cada banda. É, portanto, missão da sua equipe condensar as orientações de cada artista em um único projeto que contemple a todos.

Apesar de todo o empenho, o designer de iluminação acaba não curtindo a festa. Há mais de cinco anos prestando serviço para o evento, ele trabalha todos os dias na operação do som e da luz, e afirma que sente uma sensação maravilhosa ao ver tudo pronto.

“Quando a gente olha para o projeto 3D e depois para o resultado final, quando vemos que conseguimos atender quase 100% do que foi criado é uma sensação muito gostosa. É um trabalho muito árduo. Na parte de som, nós temos duas equipes o tempo todo, porque uma trabalha até 6h e 8h já tem banda passando som aqui, então temos outra equipe para atender as bandas com qualidade”, diz.

Ainda há uma forte parceria com a tecnologia. Em uma sala 3D montada no backstage, cada equipe técnica de uma banda pode programar a luz, sim e LED. À noite, basta plugar a programação salva no pendrive na mesa de iluminação e som. “Isso é bem tecnológico e moderno, e é feito em todos os festivais do mundo. Eu não tenho dúvida em falar que o Festival Virada Salvador é o maior palco de Réveillon do Brasil disparado”, crava.

Técnico de áudio, Adilson Roque, 55 anos, é um dos responsáveis pela sonorização do Festival Virada Salvador pela quarta vez. Já experiente no ofício, nesta edição ele está responsável pelo som do palco principal, o Palco Virada. “Eu entrego tudo plugado para os técnicos fazerem a execução do trabalho deles. Por exemplo, vem a equipe de Ivete, monta o equipamento, eu ligo e entrego para eles tudo funcionando. A montagem do palco começou hoje e termina hoje mesmo”, fala.

Também envolvido na equipe de som do evento, Gilvan Carvalho, 67 anos, auxilia os profissionais que há dois meses trabalham na sonorização. Na parte que lhe cabe, Gilvan ajuda seu coordenador a determinar quantas caixas de som vão ser instaladas no palco. “São quatro torres só no Palco Virada, então tem que fazer a matemática do alcance do som do palco até a house (espaço de mixagem para a plateia) e da house até o espaço inteiro. Ainda tem quatro torres para montar no outro e tudo tem que ser calculado na velocidade do som. Os cálculos são feitos com software. No computador, vemos qual vai ser a inclinação das caixas para saber quanto de público elas conseguem alcançar”, detalha.

Mesmo com o alto volume de tarefas, Gilvan garantiu que tudo estaria montado até o final de ontem. Ele também disse que a sensação ao terminar o trabalho é de alívio. “Fico doido que acabe logo. Eu não venho curtir, então fico em casa”, pontuou.

Assim como Gilvan, o carpinteiro André Santana, 53 anos, também não costuma aproveitar a festa. Isso, contudo, não o impede de admirar seu trabalho quando este fica pronto. Isso porque é ele que, há quase dois meses, junto com uma equipe reduzida, coloca o piso em toda a estrutura do evento. “Quando vejo tudo pronto, a adrenalina bate certo. Fico feliz, com a sensação de dever cumprido e feliz de ver os outros curtindo por mim”, conclui.

O Projeto de cobertura Virada Salvador é uma realização do Jornal Correio com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador

*Com orientação da subchefe de reportagem Monique Lôbo