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Da Redação
Publicado em 30 de abril de 2011 às 09:59
- Atualizado há 3 anos
Victor Albuquerque| Redação CORREIO>
Quase um harém. Assim é a capital baiana quando se compara o número de mulheres em relação ao de homens da cidade. De acordo com dados do Censo 2010, divulgados ontem pelo IBGE, para cada 100 mulheres existem apenas 87 homens. Ou seja: enquanto elas reclamam da falta de um companheiro do sexo masculino, eles possuem a vantagem de ter 13 gatinhas a mais dando sopa. Para alguns, a diferença pode até parecer estranha, tendo em vista que nascem mais homens do que mulheres. Mas o coordenador de disseminação de informações do IBGE na Bahia, Joilson Rodrigues, explica: “A mortalidade entre os homens é mais intensa, chega a algo em torno de 3% a mais do que entre as mulheres”. Quando se analisa a faixa de idade mais jovem - de 15 a 24 anos - a mortalidade dos homens chega a ser quatro vezes maior que a feminina. “Por isso, temos uma diferença tão grande”, observou Rodrigues. E atenção homens soteropolitanos. Se vocês querem números mais exatos sobre as mulheres que estão sobrando na praça, lá vai: na capital, atualmente, existe pouco mais de 1,2 milhão de marmanjos. E as meninas somam 1,4 milhão. Trocando em miúdos, são 177.897 mulheres a serem conquistadas. Quando se abrange o estado, temos 260.374 mulheres a mais do que homens. Apesar de estar solteiro, o contador Ricardo Santiago disse que ainda não deu para constatar os números do IBGE. “Por conta da correria do dia a dia”, justificou. Contudo, ele afirma que também não tem do que reclamar quando o assunto é mulher. “Não sei se está sobrando, mas também não tenho do que me queixar”. Ele brincou ainda que, se de fato está faltando para alguns, é sinal de que alguém está com muitas. “Mas isso vale tanto para eles, quanto para elas”, lembrou. Outro fato que faz com que as mulheres sejam maioria na cidade, segundo Rodrigues, é que elas costumam ser mais urbanas. “Os centros urbanos, normalmente, são mais atrativos para elas”, acha. ExceçãoMas, meninas, ainda há uma solução. A escassez não está generalizada. Só será preciso arrumar as malas para Muquém do São Francisco, a 710 quilômetros de Salvador. Lá está sobrando é homem. Segundo os dados do IBGE, para cada 100 mulheres na cidade, existem 113 rapazes. A notícia animou a consultora de relacionamento Tatiana Machado. “Vou me mudar para lá, já”, brincou. Solteira há dois anos, ela concordou com o fato de que homem está escasso. E completou: “Falta homem de qualidade. Alguém que não queira só aventura, mas sim um compromisso sério”, explicou. Apesar disso, ela afirma que também não fica parada esperando o príncipe cair do céu. “Não tenho o oficial, mas me distraio com os freelancers”, arremata.>