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Interior da Bahia receberá novos leitos para receber pacientes com coronavírus


 

Em Salvador, 600 unidades estão aptas a receber pacientes infectados

  • Vinicius Harfush

Publicado em 27/03/2020 às 16:23:00
Atualizado em 21/04/2023 às 00:39:04
. Crédito: Divulgação

O Governo da Bahia anunciou nesta sexta-feira (27) que a Bahia receberá novos leitos no interior do estado para tratar os pacientes diagnosticados com a Covid-19. Além disso, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) serão usadas para triagem de casos.

“Estamos negociando com hospitais privados em diferentes regiões da Bahia, de modo que essas unidades se transformem em referências regionais no tratamento da Covid-19. Além desses equipamentos privados, por meio da parceria com os prefeitos, hospitais públicos também serão utilizados para o mesmo fim, como é o caso do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, que será transformado em referência para o tratamento da doença, após a transferência dos pacientes que lá estão e do acréscimo de 31 leitos, chegando a 40, somente nesta unidade”, disse o governador.

De acordo com a gestão estadual, Itabuna, Vitória da Conquista e Barreiras são algumas das cidades receberão novos espaços para infectados pelo coronavírus.  Em Itabuna, no sul do estado, serão 100 novos leitos. Já em Barreiras, haverá a ampliação do Hospital Municipal Eurico Dutra e, em Conquista, unidades de saúde serão adaptadas para receber apenas pacientes da Covid-19. 

Em Feira de Santana, as obras no Hospital Clériston Andrade serão aceleradas para conseguir receber os pacientes infectados com coronavírus. Estes espaços se juntarão aos outros 600 leitos que disponíveis na capital como exclusivos para tratamento da doença. 

Já referente às reformas no Centro de Treinamento Fazendão e no Hospital Espanhol, Rui Costa confirmou que as obras no antigo imóvel onde treinava o Bahia já estão prontas, enquanto o hospital localizado no bairro da Barra deverá funcionar a partir da próxima semana: “Estamos aguardando apenas a chegada e instalação de um novo ar-condicionado central”. No Espanhol serão 140 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outros 80 leitos chamados de retaguarda.

Rio Vermelho Ainda nesta sexta, o Governo da Bahia anunciou que o antigo prédio onde funcionada a faculdade Ruy Barbosa, no bairro do Rio Vermelho, receberá mil leitos para atender pessoas que estejam em situação de rua, sem abrigo adequado. A cantora Ivete Sangalo doou mil camas box para serem montadas no local, além de quase quatro mil rouparias para os que estiverem no espaço. “Durante esses 14 dias de isolamento, lá eles terão acesso a comida, remédios e acompanhamento médico”, afirmou Rui Costa.Outros pontos debatidos durante o Papo Correria, transmitido por Youtube e Instagram, foram a proibição da Anvisa em relação à barreira que vinha sendo feita no aeroporto, que monitorava a temperatura de quem chegava em Salvador. Rui criticou a ação da Anvisa e disse que levará ao Superior Tribunal Federal para ter a permissão de montar o controle novamente.

Curva achatada No fim do programa, o governador e o secretário Fábio Vilas-Boas voltaram a elogiar a situação na Bahia na curva de crescimento de casos de coronavírus. “A taxa de crescimento está de 22% ao dia, enquanto a prevista era de 33%”, informou o secretário. Até agora, 16 pessoas se curaram da Covid-19 no estado, entre elas uma idosa de 95 anos. 

Vilas-Boas disse ainda que o Governo Federal distribuirá entre os estados um lote de cinco milhões de testes rápidos que foram importados. Segundo o secretário, esse material só serão usado quando for “humanamente impossível gerenciar os testes feitos no estado”. A explicação está no fato de que o teste, apesar de rápido, apresenta uma garantia menor no resultado, cerca de 80% de compatibilidade. 

Sobre uma possível morte de uma paciente em Feira de Santana em decorrência do coronavírus, o governador descartou a possibilidade da informação ser verdadeira até o momento, e pediu para que pessoas aguardem a confirmação do governo estadual referente às informações. 

Segundo Rui Costa, o provável é que médicos tenham colocado a suspeita da morte no atestado de óbito apenas para facilitar aos familiares os trâmites do sepultamente, e que nenhum teste foi feito na idosa ainda.* Com orientação da subeditora Clarissa Pacheco