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Da Redação
Publicado em 2 de julho de 2015 às 07:21
- Atualizado há 3 anos
Retorno aqui novamenteTendo a sua companhia Pra novamente escrever, Numa curta alegoria,Mais uma bonita festa Tradicional da Bahia.Usarei do bom cordel Como espécie de embrulho Pra cantar um grande fato Motivo de nosso orgulho Certamente estou falandoDa festa do 2 de Julho.Diferente dos demais Festejos do nosso Estado Essa data representaPra nós um grande legado Desse modo o 2 de Julho Na Bahia é feriado.Muita gente no Brasil Acredita plenamente Que essa nossa independência Se deu por um acidente Lá nas margens do Ipiranga De modo mais que decente.Mas não sabem que morreram Muitos homens e mulheres, Escravizados, caboclos, Capitães, também alferes Pra nos dar a liberdadeQue tu, de fato, preferes.Pois o Sete de Setembro, Data por demais cantada,Não deu a nós, brasileiros, A liberdade esperada. Nossa terra a Portugal ‘inda estava alienada’Lá em mil e oitocentosNo ano de vinte e três. Luís Madeira de Melo,Comandante português, Continuou seus desmandos Com furor e rigidez.Defendendo Portugal O Brigadeiro de Melo Mantinha a posição De um estado paralelo Contra o já Imperador Do brasão verde e amarelo.Aos poucos foi expulsando Os cidadãos acuados Que encontraram no Recôncavo Muitos outros aliados Sedentos por liberdade: Nossos bem-aventurados.No Recôncavo Baiano, A heroica Cachoeira Se tornou a capital Provisória da guerreira Nação, que assim expulsou O Brigadeiro Madeira.Muito nome importante Na história ficou marcado: Labatut, João das Botas, Miguel Calmon - nomeado Adiante Marquês de Abrantes - Deixaram um bom legado.Também a Joana Angélica Por morrer num cativeiro.E a grã Maria Quitéria Se passando por Medeiros Se tornou Dama de Honra Do exército Brasileiro.Pela nossa liberdade Até hoje festejamos Em variadas cidades Tudo o que aqui conquistamos Pois a nossa independência Foi aqui que decretamos.No centro de Salvador Fanfarras fazem cortejos Da Lapinha ao Terreiro O povo com seus gracejos Segue durante a manhã Se jogando nos festejos.Da Praça Municipal Ao Campo Grande, na tarde, Segue o povo em seu trajeto No meio de muito alarde Pois o sol aqui castiga - De tão forte chega arde.Escolas municipais Desfilam com suas bandas Também se pode encontrar Empresas com propagandas E o moradores do Centro Não desgrudam das varandas.A imagem do Caboclo, Com sua lança empunhada, Por turistas e baianos É a mais requisitada Para fotos e homenagens Por estar bem laureada.Por ser um ato civil Há quem sempre assimile A política baiana Ao nosso belo desfile Não há homem do poder Que nessa data vacile.Partidos de todo o tipo Participam dessa festa E o grito vindo do povo Durante o trajeto atesta Que o político é aceito Se não, o povo protesta.Encerro aqui ressaltando Que o 2 de Julho serviuPra mostrar a quem quiser Que a Bahia interferiu Em tudo nessa nação A qual chamamos Brasil.>
* Elton Linton O. Magalhães é mestre em Literatura e Cultura e professor da UCSal>