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Pelados em Irecê: Mamonas Assasinas, o legado, vai tocar no São João do município

No centenário da cidade onde Dinho nasceu, a banda que interpretou a formação original vai misturar as músicas do grupo com muito forró

  • Foto do(a) author(a) Moyses Suzart
  • Moyses Suzart

Publicado em 3 de maio de 2026 às 08:00

Mamonas o legado
Mamonas o legado Crédito: Divulgação

Não se sabe ao certo se você será convidado para uma tal de suruba em Irecê, mas não se espante se encontrar na cidade o Robocop Gay de camisa quadriculada, chapéu de palha e pegando no triângulo, com o devido lá ele. Piadinha de tiozão bem millennial, mas garanto que todo mundo entendeu. Que atire a primeira pedra quem não conhece, seja de que geração for, os Mamonas Assassinas. E se você é fã da banda até hoje, já tem o lugar para passar o São João: Irecê. O município inseriu na sua grade de programação do São João os Mamonas Assassinas, O Legado. O grupo é oficial da banda e fez o filme que conta a história do grupo.

O Legado vai tocar no dia 21 de junho, em pleno São João. Não à toa, Irecê é a terra de Dinho, o baiano e líder da banda que nos deixou em 1996. Para completar, a brasília amarela, a original, também será exposta na cidade. Vai ser uma mistura de forró com Pelados em Santos para ninguém colocar defeito.

“Manter esse legado vivo em um palco tão tradicional quanto o de São João é uma responsabilidade enorme. É preciso equilibrar o respeito à memória deles com a entrega de um show atual, potente e, claro, extremamente divertido. Misturar o forró com o rock escrachado em plena Bahia é a celebração da nossa capacidade de ser feliz. É a prova de que, 30 anos depois, os Mamonas ainda são o ‘combustível’ de qualquer grande festa brasileira”, conta Ruy Brissac, ator e cantor que interpreta Dinho.

O vocalista também garante que será um show diferente de qualquer outro, com uma mistura bem interessante. “Prepare-se para ouvir os riffs de guitarra se fundindo com a sanfona. Músicas como "Vira-Vira" já têm aquele DNA de festa popular, mas em pleno período junino, a batida do triângulo e da zabumba pode transformar o rock em um piseiro ou galope frenético”, disse Ruy, que adianta um spoiler: “para o São João, fizemos uma versão especial de Pelados em Santos”, completa.

A Brasília Amarela também vai curtir o São João de Irecê
A Brasília Amarela também vai curtir o São João de Irecê Crédito: Divulgação

Para o baiano Jorge Santana, CEO da marca Mamonas Assassinas, esta vinda comprova que os Mamonas permanecem vivos na lembrança de todos os fãs e das gerações posteriores. “Precisamos falar do orgulho do nosso Nordeste, pois são 30 anos de saudade e de histórias. As crianças daquela época hoje são pais hoje. Para gente, tem um gosto de vitória sermos lembrados através da banda Mamonas O Legado, seguindo e levando essa alegria através das décadas”, conta Jorge, que também é primo de Dinho.

Mamonas Assassinas, o Legado, apesar de tocar pela primeira vez no período junino, já passou pelo Nordeste e gravou algumas músicas em forró. “Já andamos pelo Japão, Europa, Paraguai e diversos estados. Já fizemos show em Caruaru para 65 mil pessoas e foi um sucesso. Acho que Mamonas é eclético, mas vale a pena lembrar que gravamos há pouco “Pelados em Santos” em forró, e temos também “Jumento Celestino” e “Bois Don’t Cry”. Mamonas tem licença poética, aqui cabe tudo”, conta.

A princípio, a banda vai tocar apenas em Irecê, mas não impede de tocar em outros lugares também, como em Salvador, neste período. “Será uma honra passar por mais lugares, revisitando toda essa nostalgia que os Mamonas provocam na gente, através da musicalidade que eles nos deixaram. É só fazer contato conosco”, completa.

30 anos sem Mamonas Assassinas por Arquivo CORREIO

Para o prefeito de Irecê, Murilo Franca, levar um pouco da história da banda vai além de uma banda na grade de atrações do São João. “Trazer 'Mamonas Assassinas, O Legado' não é apenas uma escolha de grade, é um ato de pertencimento. No ano em que Irecê celebra seu Centenário, nossa missão é honrar as raízes que projetaram nossa cidade para o mundo. Dinho é a personificação da alegria ireceense. Trazer a banda que revive essa história, no palco do nosso São João do Século, é dar ao povo o presente de reencontrar um pedaço da nossa própria identidade”, diz.

A programação da cidade será bem eclética. Além dos Mamonas, o Legado, BaianaSystem também estará na grade, além de outras atrações como Nattan, Maiara e Maraisa, Zé Neto e Cristiano, Lauana Prado, Mestrinho, Ana Castela, além de Olodum, que já teve uma parceria com o Legado, gravando uma música que já estava pronta em 1996, mas o acidente fatal impediu da formação original trabalhar a música. Saíria no segundo álbum.

Dinho sempre deixou o Nordeste em evidência, mesmo com seu tempero escrachado e não cancelável na época. A música Jumento celestino é uma delas, onde fala sobre o êxodo baiano, que fugia da seca de sua terra para tentar a vida em São Paulo, no lombo do jumento “com pouco conhecimento, enfrentando chuva e vento e dando uns peido fedorento, até minha bunda fez um calo…”. Um jeito pouco ortodoxo, mas não parece com Asa Branca, de Gonzagão? Anarriê, Mamonas!

São João de Irecê
São João de Irecê Crédito: Divulgação

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Mamonas Assassinas Irecê Brasília Amarela são João 2026