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Comeu carne na Sexta-Feira Santa? Veja o que a Igreja Católica propõe fazer para se redimir

Por esquecimento, necessidade ou mesmo escolha consciente, muitos fiéis acabam consumindo carne; saiba o que a Igreja recomenda nesses casos

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 4 de abril de 2026 às 10:00

Imagem Edicase Brasil
Comeu carne na Sexta-Feira Santa? Veja o que a Igreja Católica propõe fazer para se redimir Crédito: (Imagem: Sameer Neamah Mahdi | Shutterstock)

A tradição de não consumir carne vermelha na Sexta-Feira Santa segue como um dos pilares da vivência católica durante a Semana Santa. A data, que em 2026 foi celebrada em 3 de abril, relembra a Paixão e morte de Jesus Cristo — momento central da fé cristã e marcado por práticas de penitência e reflexão. Ainda assim, nem todos conseguem cumprir a orientação. Seja por esquecimento, necessidade ou mesmo escolha consciente, muitos fiéis acabam consumindo carne nesse dia. Mas, afinal, o que fazer nesses casos?

De acordo com a Igreja Católica, há caminhos possíveis. O próprio Código de Direito Canônico prevê alternativas à abstinência, especialmente quando ela não é cumprida. Entre elas, destacam-se as obras de caridade, momentos de oração e outros atos de penitência.

A regra da abstinência está prevista no cânon 1252, que determina sua obrigatoriedade para fiéis a partir dos 14 anos. Já o cânon 1253 abre espaço para adaptações, permitindo que conferências episcopais — como no Brasil — substituam a prática por outras formas de vivência espiritual.

Na prática, isso significa que quem comeu carne pode compensar o gesto com atitudes concretas de fé. A caridade, nesse contexto, ganha destaque: ajudar alguém em necessidade, fazer doações ou dedicar tempo ao próximo são formas reconhecidas pela Igreja. Há, porém, uma distinção importante. Quando o consumo de carne ocorre de forma deliberada — ou seja, com plena consciência da obrigação — a Igreja considera o ato como pecado, recomendando a confissão.

Por outro lado, pessoas com limitações de saúde, gestantes, trabalhadores em atividades pesadas ou em situação de vulnerabilidade não estão obrigadas à abstinência. Mais do que uma regra alimentar, a prática carrega um significado simbólico profundo. A renúncia à carne representa um sacrifício voluntário, um gesto de união com o sofrimento de Cristo. Por isso, a Sexta-Feira Santa é vista como um momento de maior rigor e introspecção.

Segundo líderes religiosos, o espírito da penitência vai além de um único dia. A orientação é que os fiéis cultivem esse exercício ao longo de todas as sextas-feiras do ano, reforçando a conexão entre fé, disciplina e solidariedade. Segundo religiosos, o que deve ficar claro é que, mais do que cumprir uma norma, trata-se de transformar atitudes externas em um compromisso interno com a fé e com o próximo.