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Da Redação
Publicado em 8 de março de 2023 às 05:00
- Atualizado há 3 anos
A filha da costureira e do motorista assume o Ministério da Cultura. A menina que não tinha dinheiro para pagar a inscrição no concurso, agora é quem comanda a Defensoria Pública da Bahia. A intelectual é ‘diferentona’. Uma soteropolitana está na lista da Forbes das 15 mulheres mais influentes do Brasil. E a egbomi é doutora Honoris Causa. Essas mulheres representam diversas outras baianas que não têm medo de vencer desafios. No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quarta-feira (08), o CORREIO realiza mais uma edição do Projeto Retadas, iniciativa que celebra baianas ou mulheres radicadas na Bahia, que se destacam em suas áreas de atuação. Ao longo do mês, os perfis dessas personalidades estarão destacados também nas redes sociais do jornal (@correio24horas). Por aqui, contamos as histórias de algumas delas, confira:>
Margareth Menezes Atual ministra da Cultura, Margareth Menezes nasceu em Boa Viagem, bairro da Cidade Baixa, em Salvador. Filha de uma costureira e doceira com um motorista, Maga, como é carinhosamente chamada pelos fãs, tornou-se uma das vozes marcantes da música baiana. A artista conta que recebeu forte influência musical da própria família, pois, a mãe gostava muito de samba de roda. A carreira começou em 1986. Margareth conquistou uma série de prêmios, como o Troféu Caymmi, Troféu Imprensa, Troféu Dodô e Osmar e o Brazilian Day Newark, além de indicações para o Grammy Awards e Grammy Latino. Em janeiro, ela ganhou o Prêmio Baianos do Ano, promovido pelo CORREIO, na categoria Arte e Cultura, com mais de sete mil votos, como um reconhecimento por seus trabalhos e representatividade. Entre os feitos de 2022, Margareth lançou, por meio do projeto Fábrica Cultural, o Acelera Iaô, programa para fomentar o trabalho de empreendimentos negros. Ainda em 2022, foi embaixadora do filme “Pantera Negra: Wakanda Forever”. Convidada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Margareth assumiu o comando do Ministério da Cultura, função que ocupa atualmente e que concilia com a carreira de cantora. Margareth Menezes é ministra da Cultura, cantora e compositora Bárbara Carine Ela é mulher, negra, cis, nordestina, professora, escritora e empresária. São muitas as definições de Bárbara Carine, mas ela é sobretudo uma “intelectual diferentona”, ao menos é assim que se autodefine por não se considerar dentro dos padrões da academia. Um dos seus principais projetos é a Maria Felipa, primeira escola afro-brasileira do Brasil, da qual é idealizadora, sócia e consultora pedagógica. A instituição oferece um projeto pedagógico centrado em uma educação antirracista e sob óticas africanas e indígenas. As crianças são educadas em português, inglês e libras, do Infantil ao Fundamental I. Bárbara Carine é professora do instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA), formada em Química e em Filosofia, e mestre e doutora em Ensino de Química (UFBA/UEFS). Além do estágio de pós-doutorado na Cátedra de Educação Básica - IEA USP, ela é membro permanente do corpo docente do programa de pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS) e líder do grupo de pesquisa Diversidade e Criticidade nas Ciências Naturais (DICCINA). Bárbara também é autora de livros. Entre eles, @descolonizando_saberes: mulheres negras na ciência, finalista do prêmio Jabuti de 2021, e História Preta Das Coisas: 50 invenções científico-tecnológicas de pessoas negras. Bárbara Carine é professora e doutora da UFBA, idealizadora do Escola Maria Felipa (Foto: Acervo pessoal/Reprodução Instagram) Firmiane Venâncio Na semana passada, Firmiane tomou posse como a nova comandante da Defensora Pública da Bahia (DPE). Ela foi a primeira mulher a assumir o cargo na história da instituição. Natural de Campo Formoso, no Norte da Bahia, ela trabalha, há 23 anos, na Defensoria. Quando se inscreveu para o concurso público do órgão, em 1999, Firmiane nem podia pagar a inscrição, foi um tio quem a ajudou. Hoje, doutoranda pelo Programa de Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Em entrevista ao CORREIO, a defensora contou que entre os desafios dos próximos dois anos de gestão está a valorização da instituição e a luta contra a desigualdade. “É preciso construir isso dentro da própria Defensoria. Fazer uma petição é simples, difícil é se disponibilizar para ir a uma comunidade que está sofrendo com problemas relacionados à violência. É uma percepção que aprendi das relações com o feminismo”, afirmou. A DPE existe há 38 anos e oferece auxílio jurídico para a população em diversas, e de forma gratuita. A Bahia tem, hoje, 407 defensores, mas o mínimo necessário seria 583 profissionais. Firmiane Venâncio é a primeira defensora pública geral da Bahia (Foto: Acervo pessoal/Reprodução Instagram) Egbomi Nice Conhecida como egbomi Nice de Iansã, do terreiro Casa Branca, as duas palavras em iorubá que antecedem o seu nome a definem no mundo do candomblé e na sociedade em geral. A expressão egbon, significa “irmão mais velho” e “irmã mais velha”, e mi é um pronome possessivo. Logo, egbomi significa minha irmã mais velha. Mais do que uma maneira de tratamento, o termo, além de significar um lugar de destaque na hierarquia do candomblé, é um signo de nobreza e distinção para poucas mulheres. Em dezembro, aos 80 anos, Mãe Nice lançou a autobiografia Oloyá, Egbomi Nice e o Bailar das Borboletas, em cerimônia no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). Ela garante que o trabalho, assinado em conjunto com o babalorixá e antropólogo Vilson Caetano, professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), é mais do que uma autobiografia, mas um trabalho de formiguinha, com várias fontes, como uma renda de costuras, escutas e descobertas do que reza a filosofia do Ubuntu: eu sou porque nós somos. Mãe Nice também já teve a trajetória reconhecida através de prêmios e distinções como Madrinha Vitalícia do Bembé do Mercado; Doutora Honoris Causa pela Faculdade Hebraica e Ordem dos Capelãs do Brasil; Medalha Zumbi dos Palmares e os Títulos de Cidadã Cachoeirana e Santamarense; além de signatária do Estatuto da Igualdade Racial na Bahia.>
Duda Kertész Presidente mundial da HelthE, Johnson&Johnson, nos Estados Unidos, Duda Kertész, foi eleita uma das 15 mulheres mais influentes do Brasil pela Forbes. Ela também já ocupou a 13ª posição entre os 100 líderes de melhor reputação no Brasil, pela Revista Exame, por mais de uma vez, e foi apontada como uma das dez mulheres do mundo dos negócios, pelo jornal Valor Econômico. Natural de Salvador, Duda é uma das quatro crianças do ex-prefeito e radialista Mário Kertész e da artista plástica Eliana Kertész. Ela começou sua trajetória profissional na Johnson & Johnson como trainee de marketing e foi subindo os degraus até atingir o topo. O primeiro reconhecimento internacional aconteceu, em 2017, quando recebeu o prêmio Healthcare Businesswomen's Association Luminary que premia personalidades e líderes do setor da saúde. Ela também foi selecionada entre as 10 principais executivas latinas mais influentes nos Estados Unidos. Ela atua em causas voltadas para a igualdade de gênero no mercado de trabalho e que estimulam o empoderamento feminino. Duda Kertész é executiva e presidente mundial da HelthE, Johnson&Johnson, eleita uma das 15 mulheres mais influentes do Brasil pela Forbes (Foto: Regis Filho/VALOR) Alessandra Sampaio A designer Alessandra Sampaio recebeu visibilidade por conta de uma tragédia. O marido dela, o jornalista britânico Dom Phillips foi assassinado durante a produção de um livro no Vale do Javari, na Amazônia. No episódio, ocorrido em junho de 2022, o indigenista Bruno Pereira também foi executado. Eles tiveram os corpos esquartejados e queimados. Em seguida, os restos mortais foram enterrados próximo ao Rio Itaquaí. Os criminosos também afundaram a embarcação usada pelas vítimas. Alessandra lutou incansavelmente por justiça e fez apelos emocionantes às autoridades brasileiras e estrangeiras para que o duplo homicídio não ficasse impune. A repercussão do caso foi internacional. Três homens foram presos e denunciados à Justiça pelos assassinatos. Eles estavam incomodados com as denúncias de ataques e desrespeito às terras indígenas feitas pelas vítimas.>
Maria Mariguella Atual presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Maria Mariguella é atriz, professora, gestora e ativista cultural. Ela atuou por mais de dez anos na gestão de políticas públicas de cultura, nos governos baiano e federal, contribuindo com diversas instituições do país. Maria se considera feminista, antirracista e integra a movimentação cidadã ManifestA ColetivA, através da qual se elegeu vereadora de Salvador pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Maria Mariguella é presidente da Funarte (Foto: Amanda Tropicana/Reprodução Instagram) Sauanne Bispo É empresária e fundadora da Go Diáspora, agência de intercâmbios especializada em destinos da diáspora africana e influenciadora. Em 2019, a empresa ficou entre as 10 selecionadas entre mais de 1300 para participar de uma aceleração do Facebook. Nas redes sociais, a Go Diáspora afirma que preparamos roteiros personalizados para diversos destinos, e que é especialista em viagens de lazer e intercâmbio para África do Sul. Até 2011, Sauanne Bispo trabalhava na Secretaria de Segurança Pública como coordenadora de análise criminal. Tudo mudou depois de um intercâmbio que ela fez aos Estados Unidos. Ela largou o trabalho e resolveu apostar em novas oportunidades. A empresa surgiu em 2015. Sauanne Bispo é empresária, fundadora da Go Diáspora, agência de intercâmbios especializada em destinos da diáspora africana, e influenciadora (Foto: Acervo pessoal/Reprodução Instagram) Negra Jhô Valdemira Telma de Jesus Sacramento, a Negra Jhô, é uma das trançadeiras mais famosa de Salvador, além de dançarina. Ela trabalha no Pelourinho, onde chegou no final da década 1970, e onde deixou sua marca. Negra Jhô é considerada uma precursora do empoderamento do cabelo natural quando esse assunto ainda não recebia a atenção devida. A cadeira na calçada e as mãos ágeis formam as tranças, torços e turbantes que reafirmam a emancipação da identidade negra. Ela também comanda o Instituto Kimundo, instituição que busca manter a Cultura Africana viva e preservar os valores étnicos, desenvolvendo atividades que valorizam a autoestima da mulher de qualquer etnia, bem como sua força, beleza, dança e liberdade. Ensina a valorização da cor, do cabelo, da beleza negra, através da arte da ornamentação de cabelos (tranças) e turbantes, além de promover oficinas para crianças e adolescentes. Negra Jhô é trançadeira e dançarina (Foto: Ana Lúcia Albuquerque/CORREIO) Ana Marcela Ana Marcela Jesus Soares da Cunha é uma nadadora brasileira que fez história ao conquistar o prêmio de maior nadadora de águas abertas do mundo por seis vezes (2010, 2014, 2015, 2017, 2018 e 2019). Uma das imagens mais recentes na memória do público é do esforço sobre-humano nos Jogos Olímpicos de 2020, onde ela venceu a maratona aquática nas águas da Baía de Tóquio. A imagem da atleta chegando ao final da disputa correu o mundo. Ela tem 14 medalhas, metade delas de ouro. É considerada uma das maiores atletas da atualidade. Ana Marcela é campeã em natação em mar aberto (Foto: Jonne Roriz/Reprodução Instagram) Carolina Alves/Acarajé da Carol É uma baiana que teve coragem de arriscar. Carolina Alves, 39 anos, foi levada para Portugal para trabalhar como cozinheira e hoje tem seu próprio restaurante de comida baiana em Lisboa @acarajedacarol. Ela é a caçula de 14 irmãos e trabalhava no tabuleiro com Cira, famosa quituteira soteropolitana falecida há dois anos. Um casal de turistas portugueses ficou encantado com o tempero da baiana e a convidou para trabalhar no restaurante deles, em Portugal. Carolina resolveu arriscar, mas acreditava que passaria apenas algumas semanas no continente europeu. Essa baiana retada, hoje com 39 anos, acabou ficando de vez, trabalhou duro e conseguiu abrir o próprio restaurante, construindo um pedacinho da Bahia no país que nos colonizou. Carolina Alves foi morar em Portugal e hoje tem seu próprio restaurante de comida baiana em Lisboa (Foto: Acervo pessoal/Reprodução Instagram) Hellen Nzinga Ela é cofundadora do EcoCiclo, uma loja virtual fundada por quatro mulheres periféricas e que ajuda a impulsionar empreendimentos liderados com mulheres voltados para itens sustentáveis. Hellen Nzinga é natural de Fazenda Coutos, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, e atualmente é embaixadora da One Young World. A marca EcoCiclo nasceu lançando o primeiro absorvente 100% biodegradável do Brasil há 3 anos, após as fundadoras se conhecerem num evento de formação de lideranças em São Paulo. O produto é biodegradável, vegano e hipoalergênico, diferente do absorvente normal, que é feito de plástico - um derivado do petróleo que demora de 100 a 500 anos para se decompor. O EcoCiclo é feito de fibra de bambu e demora até 6 meses para se decompor, além de ser atóxico e hipoalergênico. Hellen Nzinga é cofundadora do ecoCiclo (absorvente biodegradável) e embaixadora da One Young World (Foto: Acervo pessoal/Reprodução Instagram) Beatriz Sena Ela é uma percussionista que aos 18 anos, em outubro do ano passado, participou do Festival Sangue Novo, que reúne e apresenta o que há de mais quente na música brasileira. Ela integra a banda da paulista MC Tha e também toca com Sued Nunes. Essa baiana retada subiu ao palco e deixou sua marca. Beatriz Sena tem 18 anos, é percussionista, toca com MC Tha, Claudia Leitte e Sued Nunes (Foto: Acervo pessoal/Reprodução Instagram) Mariele Góes É uma chef de cozinha e proprietária do La Bahianaise, em Paris, na França. Ela viralizou em junho de 2022 ao conquistar o paladar da cantora e estela do pop Anitta. A artista pediu indicações de um bom restaurante na cidade e foi assim que chegou até o La Bahianaise. Mariele Góes é natural de Salvador e, em 2013, depois de concluir a faculdade Jornalismo mudou para São Paulo. O objetivo era participar de um programa de trainee de uma editora de revistas. A baiana sempre gostou de cozinhar e, depois de passar na seleção, calhou de fazer muitas reportagens sobre gastronomia, o que aumentou a paixão pela cozinha. Ela resolveu fazer faculdade de Gastronomia. Antes de concluir o curso, ela já havia abandonado o jornalismo e estava trabalhando nas cozinhas de restaurantes famosos. Em 2016, com o diploma na mão, foi para Paris com a intenção de aprimorar os estudos, arrumou um emprego e depois começou a fazer acarajé, feijoada e pastel de feira. Ela conquistou uma clientela, abriu o próprio o restaurante e mostrou para os franceses o que é que uma baiana tem. Mariele Góes é chef do restaurante La Bahianaise, em Paris, e serviu comida para Anitta (Foto: Acervo pessoal/Reprodução Instagram) Tertuliana Lustosa É cantora e compositora da banda A Travestis, além de mestranda no Pós-cultura da UFBA e graduada em História da Arte na UERJ. Nascida em Corrente, interior do Piauí, e criada em Salvador, Tertuliana Lustosa decidiu alçar voos distantes da família para promover um (re)encontro consigo mesma. Voltou do Rio de Janeiro com um diploma, mas enfrentou a dura realidade de desemprego imposta a travestis e transexuais no Brasil. De cabeça erguida, ela se tornou camelô e vendeu brigadeiros na praia do Porto da Barra até seu encontro com o pagodão baiano acontecer no fim de 2019. Com o dinheiro das vendas, ela gravou seu primeiro pagodão, fazendo nascer, assim, a banda A Travestis. Tertuliana Lustosa é cantora e compositora da banda A Travestis, mestranda no Pós-cultura da UFBA e graduada em História da Arte na UERJ (Foto: Acervo pessoal/Reprodução Instagram) Vovó Cici Referência em Pierre Verger, de quem foi cuidadora e contadora de histórias das tradições africanas, Nancy de Souza e Silva, ou Vó Cici, como é conhecida, tem 83 anos é Mestra griô e herbolaria que afirma estar aqui só de passagem, mas pretende desfilar na vida. Nascida no Rio de Janeiro em 1939, ela veio para Salvador em 1972 e começou a trabalhar com Pierre Verger, com quem aprendeu lições sobre o modo de vida e histórias do continente africano. Vó Cici se tornou referência em cultura afro-religiosa e passou a lutar em prol da preservação do trabalho de Verger através da Fundação Pierre Verger. Hoje, ela é egbomi do Ilê Axé Opô Aganju em Lauro de Freitas, Apetebi no culto de Ifá. Em março de 2022, recebeu o Título de Cidadã soteropolitana pela Câmara Municipal de Vereadores de Salvador. Através das histórias afro-brasileiras contadas a partir dos animais, Vovó Cici encanta crianças e adultos, e afirma “a minha história é para quem quiser escutar". Vovó Cici é referência em Pierre Verger de quem foi cuidadora e contadora de histórias das tradições africanas, Mestra griô e herbolaria (Foto: Reprodução TV BAHIA) Luciana Galeão Luciana Galeão é formada em Gestão e Design de Moda. Há 27 anos trabalha na solução do descarte de resíduos sólidos através do reaproveitamento, fazendo uso da mistura entre criação em design de moda, gestão, pesquisa de matérias primas recicláveis e o empreendedorismo social. No Brasil. é uma das pioneiras em operar moldes conceituados como Economia Circular e soluções de Upcycling (reutilização criativa) voltado para produtos sustentáveis com grande valor agregado. Luciana Galeão é formada em Gestão e Design de Moda (Foto: Roberto Abreu/Arquivo Vogue) Mônica Burgos Ela é advogada e cofundadora da Avatim, mas, acima de tudo, uma mulher de coragem. Desde a infância em Itabuna, no Sul da Bahia, sabia o que queria e sempre buscou conhecer o máximo de atividades possíveis. A inquietude por saber foi o motor que possibilitou o abandono da advocacia, a mudança para o Rio de Janeiro e o lançamento na área do Marketing Olfativo e dos aromatizantes. Foi com essa bagagem que Mônica Burgos se tornou sócia fundadora da Avatim, loja de fragrâncias exclusivas para outras empresas, como o Hotel Copacabana Palace, a Ellus do Brasil, Água de Coco, Victor Hugo, H. Stern, Arezzo, Fórum, Colcci, Second Floor, Chevrolet, Peugeot, Teatro Municipal do Rio de Janeiro, entre tantos outras. Mônica Burgos é cofundadora da Avatim (Foto: Acervo pessoal/ Reprodução Instagram) Mariana Lisbôa Mariana Lisboa é Presidente Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf), advogada, formada em direito pela Universidade de Santa cruz e especialista na área ambiental. Ela tem uma carreira consolidada tanto no setor empresarial quanto no ramo de advocacia, já tendo atuado como gerente de relações externas e gerente jurídica durante sua trajetória. A baiana é líder global de relações corporativas da Suzano S.A e Diretora do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Mariana Lisbôa é presidente da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf) (Foto: Arquivo CORREIO) Sônia Robatto É atriz, escritora e criadora da Revista Recreio, pertencente ao grupo criador do Teatro Vila Velha. Ministrou das primeiras aulas de teatro na UFBA, participando de inúmeras peças, tanto em Salvador quanto em outras cidades brasileiras, seja no papel de atriz ou de escritora. É autora de inúmeras obras infantis, assim como editou diferentes autores do gênero. Sônia Robatto é atriz, escritora e criadora da Revista Recreio (Foto: Rafael Grilo/Arquivo CORREIO) Yumara Rodrigues Conhecida pelo nome artístico Yumara Rodrigue, Lygia Quintella Lins é atriz e diretora, natural da cidade de Conde, no Litoral Norte da Bahia. Desde nova, Yumara tem uma trajetória marcada pela arte e cultura. Ainda em 1958, ela ensaiou sua primeira peça de teatro, na inauguração do Teatro Castro Alves. Durante sua carreira, perpassou variados gêneros e também atuou em programas de TV e obras para o cinema. Em 1983, se tornou atriz da Companhia de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA e foi considerada destaque do ano pelo jornal CORREIO por sua atuação em A Mais Forte, de August Strindberg (1849-1912). No ano de 1966, ela recebe o Prêmio Especial Bahia Aplaude e atua no longa-metragem Tieta do Agreste, de Cacá Diegues (1940). Além dos trabalhos como atriz, Yumara é a primeira produtora independente de Salvador, produzindo e dirigindo musicais e peças infantis nas últimas décadas. No tempo livre, ela ainda dedicou aulas, cursos, palestras e oficinas para inúmeros atores e atrizes baianos. Yumara Rodrigues é atriz e diretora (Foto: Divulgação/SecultBA) Lydia Hortélio Ela é musicista, educadora e historiadora da cultura popular. Nasceu em Salvador no ano de 1932, mas passou grande parte da infância no município de Serrinha. Lá, ela inicia os estudos de piano e, na década de 50, decide sair para o Rio de Janeiro para continuar estudando. Em São Paulo, conhece o músico Hans-Joachim Koellreutter, com quem tem aulas, e retorna para a Bahia em 1955 para acompanhar o professor, que se tornou docente na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Inquieta, ela ainda dá a volta ao mundo para se especializar no piano, passando por Portugal, Suíça e Alemanha, mas é no sertão baiano que a retada encontra inspiração para seu seguimento de carreira. Ela desenvolve uma contínua pesquisa e se especializa nas cantigas, brincadeiras e brinquedos do Brasil, bem como se dedica a dar aulas e palestras sobre o assunto. Lydia ainda realiza cursos e exposições nacionais e internacionais, e cria a Casa das Cinco Pedrinhas, que se consolida como um lugar de vivência, pesquisa, documentação, estudo e irradiação da cultura da criança. Ela lança dois CDs considerados referência: Abra a Roda – Tin dô lê lê e Ô, Bela Alice. Para Lydia, se o mundo ainda tem solução, ela se dará pela infância. “A grande revolução acontecerá por aí.” Lydia Hortélio é musicista, educadora e historiadora da cultura popular (Foto: André Seiti/Arquivo Território do brincar) Piti Canella Filha de Lívia e Raul, mãe de Johnny Canella irmã de Raul, Monaica, Camila, Israel e Luis Filipe e tia avó de Ollie e Alice. É assim que Piti Canella prioriza ser definida, deixando claro que, de todos seus grandes feitos caprichosos, a família é o maior. Além de integrante da família Canella, Piti é produtora cultural e, agora, diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). Trabalha com arte e música há 25 anos, tendo em sua trajetória a direção e coordenação de grandes eventos no Brasil, além de turnês internacionais para brasileiros e estrangeiros. Baiana retada, ela também foi Professora Convidada na Unijorge e no Núcleo de Extensão da Escola de Administração (NEA) da UFBA, ministrando aulas sobre Prática de Eventos. Antes de assumir o cargo na Funceb, Piti foi assessora especial do Gabinete da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Piti Canella é produtora cultural e, agora, diretora da Funceb (Foto: Divulgação) Carine Araújo Portadora de anemia falciforme, Carine Araújo é jornalista, produtora cultural e empresária. Ela trabalha com cultura do Recôncavo, produzindo eventos importantes há 14 anos através do Tabuleiro que agrega cerca de 20 anos de conhecimento e trabalho em gestão cultural de Carine Araújo. Com atuação em todo território nacional e incursões internacionais nas áreas de música, cinema, artes plásticas, literatura e teatro, a Tabuleiro desenvolveu trabalhos com nomes como Antanas Sutkus (fotografia), Mateus Aleluia (música), Fernando Bélens (cinema), Anna Bella Geiger (artes plásticas), Hélio Pólvora (literatura) e Orquestra Afrosinfônica, desenvolvendo projetos criativos nas áreas culturais, artísticas e sócio-educativas que possibilitam o pertencimento do público para com seus produtos culturais. Carine Araújo é jornalista, produtora cultural empresária, portadora de anemia falciforme e trabalha com cultura do Recôncavo (Foto: Acervo pessoal/Reprodução Instagram) Flávia Motta Depois de anos fora do mercado, da pandemia e da descoberta de Alzheimer da mãe (de quem é cuidadora), a baiana e produtora cultural Flávia Motta assinou as noites mais interessantes do Rio Vermelho, neste verão. É dela a produção dos shows de Mãe Ana, na Casa da Mãe. A referência materna nos seus trabalhos não é em vão. É da mãe que Flávia puxou a criatividade e, com ela, criou a loja Piju Pijaminhas, que vende pijamas retrôs personalizados feitos à mão. Flávia Motta é produtora cultural e empresária (Foto: Acervo Pessoal/Reprodução Instagram) Juh Almeida Mulher negra, Juh Almeida é fotógrafa e cineasta, e atualmente dirige a novela Vai na Fé. Pelas suas lentes, vivências e narrativas negras e LGBTQIA+ ganham foco numa mistura de vida e obra vindos de um olhar documental, experimental e poético. Ela faz parte do Coletivo das Diretoras de Fotografia do Brasil (DAFB), do catálogo Women Photograph (ONG com mais de 1.300 fotógrafas freelancer espalhadas por 100 países) e é vinculada a Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (Apan). Juh Almeida é fotógrafa e cineasta, atualmente dirige a novela Vai na Fé (Foto: Divulgação) Lilian Marins É gerente regional da Câmara Americana de Comércio para o Brasil, líder da Amchan Brasil na Bahia, membro da Harvard Institute of Coaching, conselheira e mentora de negócios. Sua vontade de empreender rompeu fronteiras, possibilitando Lilían Marins a morar e estudar nos Estados Unidos e Canadá. Ela agora soma mais de 15 anos de experiência nas áreas de vendas, operações, projetos e carreira ascendente em empresas do segmento varejista. Lilian Marins é gerente regional da Câmara Americana de Comércio para o Brasil >