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Wendel de Novais
Publicado em 14 de abril de 2026 às 07:18
A morte de Juliana Guaraldi, produtora de eventos encontrada morta em Arraial d’Ajuda, no sul da Bahia, não foi o primeiro episódio de violência contra mulher envolvendo Daniel Carlos Sobreira de Sousa, conhecido como DJ Danka. Ex-companheiro da vítima, ele foi encontrado morto horas após se tornar alvo de um mandado de prisão preventiva. >
Dois anos antes, em 2024, Daniel já havia sido denunciado por violência doméstica contra uma mulher no município de Fernandópolis, no interior de São Paulo. O caso deu origem a um processo judicial que avançou para a fase de execução penal, indicando que houve condenação ou aplicação de pena, segundo processo no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que tem detalhes sob segredo de Justiça.>
DJ Danka é suspeito de matar a ex-companheira
DJ de festas de luxo >
Nas redes sociais, DJ Danka compartilhava sua rotina de trabalho, tocando em casamentos, aniversários e outros eventos de luxo em Trancoso, Arraial d’Ajuda e outros pontos turísticos do sul da Bahia. Em uma das suas redes, Danka acumulava mais de 10 mil seguidores. Tanto ele como Juliana eram conhecidos na região, o que causou comoção e choque com as circunstâncias da morte da produtora de eventos. >
Na véspera de ser localizado morto, Daniel publicou vídeos nas redes sociais afirmando que estava em Goiânia e negou qualquer participação no crime. “Eu não estava presente no fato do assassinato, estou sabendo até pelos sites. Eu não estava em Arraial D'Ajuda, já estava aqui em Goiânia, tenho comprovações que estava falando com a Juliana. Nós já estávamos separados”, disse. >
Juliana estava desaparecida desde o dia 7 de abril, quando fez o último contato com familiares. De acordo com informações da polícia, o corpo dela foi encontrado na última sexta-feira (10) em estado avançado de decomposição e apenas de roupas íntimas. As investigações apontam que a morte da vítima ocorreu ainda no dia de seu desaparecimento. >
Juliana Guaraldi era produtora de eventos na Bahia
Investigação >
Segundo a investigação, ele e Juliana mantinham um relacionamento marcado por conflitos. No fim de março, uma discussão entre os dois durante uma festa terminou em agressões envolvendo outras pessoas. Mesmo com a mulher já desaparecida, o suspeito procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência por roubo e agressão. >
Paralelamente, os investigadores identificaram movimentações consideradas atípicas, como o uso contínuo de aplicativos de mensagens e possíveis alterações no IMEI do celular no período em que o corpo da vítima foi encontrado. Ainda no sábado (11), a Justiça determinou a prisão preventiva do suspeito. As circunstâncias da morte dele na madrugada seguinte à decisão não foram detalhadas oficialmente. A polícia trata o caso como feminicídio. >
Juliana Guaraldi e Daniel Carlos, que até então era o companheiro dela brigaram em uma festa no fim de março. Segundo informações do g1, no fim de março, os dois se envolveram em uma discussão durante um evento. Na ocasião, Daniel chegou a ser agredido por outras pessoas presentes. Ainda não há confirmação se o relacionamento foi encerrado após o episódio. >
Juliana e DJ Danka tiveram um relacionamento