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Wendel de Novais
Publicado em 23 de março de 2026 às 08:16
Empresária, influenciadora ativa nas redes sociais e estudante de Direito, Flávia Barros, de 38 anos, é a mulher encontrada morta em um quarto de hotel em Aracaju, na capital de Sergipe. O caso envolve como principal suspeito o diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, com quem a vítima mantinha um relacionamento e estava hospedada no local do crime.>
Moradora de Paulo Afonso, no norte da Bahia, Flávia era conhecida na cidade tanto pela atuação como empresária quanto pela presença digital. Nas redes sociais, onde reunia cerca de 16 mil seguidores, compartilhava momentos do dia a dia, viagens pelo Brasil e experiências internacionais.>
Flávia Barros era empresária e influenciadora
Além da atuação profissional, ela também investia na formação acadêmica e cursava o quarto período de Direito. Amigos descrevem a rotina da empresária como dinâmica e marcada por planos pessoais e profissionais.>
Poucos dias antes da morte, Flávia celebrou o aniversário de 38 anos. Em uma publicação feita na data, escreveu: “Gratidão a Deus por tudo que vivi até aqui e por tudo que ainda está por vir”. Nesse mesmo dia, segundo relatos de amigas da vítima, ela teria sido pedida em namoro por Tiago, com quem saía desde de novembro de 2025. >
A repercussão da morte provocou forte comoção em Paulo Afonso. Em nota, a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e Cidadania lamentou o caso e destacou o impacto da perda na comunidade. “Hoje, nos faltam palavras diante de uma dor tão grande. Mais uma vida foi interrompida. Uma mulher com história, sonhos e afetos, que foi arrancada de forma violenta do convívio de quem a amava. Fica um vazio irreparável, um silêncio que dói e uma tristeza que atravessa toda a nossa comunidade”, afirmou o órgão.>
O Centro Universitário UniRios, onde Flávia estudava, também divulgou nota de pesar. “A perda de Flávia é um reflexo doloroso da violência que ainda assombra a nossa sociedade”, declarou a instituição. Familiares, amigos e lideranças locais usaram as redes sociais para prestar homenagens e cobrar justiça pelo caso.>