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Jairo Costa Jr.
Publicado em 29 de maio de 2017 às 06:23
- Atualizado há 3 anos
O contrabando de pedras preciosas entrou há anos no radar da Policia Federal da Bahia. Em 5 de dezembro de 2012, a PF de Juazeiro deflagrou a Operação Beryllos, destinada a combater o comércio clandestino de ametistas, citrinos e esmeraldas extraídas na região de Campo Formoso, cidade situada no Norte do estado. Ametista em garimpo na Bahia atrai mercado ilegal de indianos, chineses e japoneses (Foto: Arisson Marinho/CORREIO) Após quase dois anos de investigações, a PF descobriu uma quadrilha que atuava na extração de pedras, com participação de comerciante de Campo Formoso, compradores indianos e empresas de exportação do Rio de Janeiro, responsáveis pela remessa dos carregamentos aos países asiáticos.>
De acordo com investigadores federais, a quadrilha usava documentos fiscais supostamente emitidos de forma irregular pela Secretaria da Fazenda em Senhor do Bonfim. Neles, eram declarados valores bem menores do que a soma real da transação.>
Foi descoberto também a utilização de notas fiscais “frias” de empresas que não tinham qualquer relação com o negócio. A quadrilha também se valia de casas de câmbio no Brasil e no exterior para cometer crimes de evasão de divisas. Todas as pedras comercializadas tinham origem em garimpos ilegais.>
Uma vez contrabandeadas, as pedras produzida na mina de Sento Sé são enviadas para a lapidação no exterior e comercializadas para joalherias espalhadas na Ásia, Europa e Estados Unidos. Lá, um colar de ouro com uma ametista de qualidade superior pode ultrapassar os U$$ 10 mil dólares facilmente. No Brasil, um brinco simples de grife supera os R$ 2 mil.>
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