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Preso por plano para matar Lula, agente baiano ‘Mike Papa’ é exonerado da Polícia Federal

Servidor foi condenado a mais de 21 anos de prisão em regime fechado

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 31 de março de 2026 às 13:00

Wladimir Matos Soares Crédito: Reprodução

A Polícia Federal oficializou nesta segunda-feira (30) a exoneração do agente Wladimir Matos Soares, mais conhecido como Mike Papa, que foi condenado a mais de 21 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. Ele integrava o chamado núcleo 3 da articulação investigada e, segundo as apurações, teve participação direta no planejamento de ações violentas contra autoridades.

Entre os possíveis alvos citados nas investigações estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A saída do servidor ocorre cerca de duas semanas após a Corte reconhecer o trânsito em julgado das condenações do grupo, encerrando a possibilidade de novos recursos.

Mike Papa é policial há 22 anos por Reprodução

De acordo com a própria Polícia Federal, perícias em áudios atribuídos ao agente revelaram que ele teria compartilhado informações sensíveis sobre a segurança do presidente com pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nas gravações, também aparecem ameaças direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes, além de menções à existência de um grupo armado disposto a deter integrantes do STF.

Detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, Soares negou as acusações durante interrogatório e chegou a afirmar que seria admirador do ministro. Apesar da negativa, a condenação foi mantida pelo Supremo, que fixou a pena em 18 anos e 6 meses de reclusão, somados a mais 2 anos e 6 meses de detenção, além do pagamento de multa de R$ 145,4 mil.

Herói na Cidade Baixa

Criado no bairro de Roma, na Cidade Baixa, em Salvador, Mike Papa era tido como um 'herói' entre os moradores das imediações da Rua Raimundo Bizarria. Por lá, na época da prisão, quem o conheceu afirmou receber com um susto a notícia da sua prisão, já que sempre foi uma pessoa querida por todos. O agente sempre foi admirado pela carreira na Polícia Federal (PF), onde estava há 22 anos.

"Não tem o que falar dele aqui. É um cara gente boa, cresceu com a gente aqui. Fui na oficina consertar meu carro lá em Massaranduba e o assunto é esse lá também. Todos sem acreditar no que está acontecendo. Sempre foi um cara do bem, trabalhador e considerado um herói pelo trabalho na polícia. Todo o pessoal aqui o admira e se assustou com a notícia", contou um homem que cresceu com Mike Papa, mas não se identificou.

Uma mulher, que também é moradora do local e preferiu não se identificar, corrobora com a visão do amigo do policial federal. "Ninguém tem o que falar. É uma pessoa boa, que fez boas coisas. O que a gente pode fazer é esperar ele sair para saber o que aconteceu. E posso te dizer que acredito na liberdade dele", contou ela, que ainda esperava que mais informações pudessem trazer mais clareza ao caso.

Entre os cinco presos na Operação Contragolpe da Polícia Federal, Mike Papa é o único que não é um militar. Os outros quatro são o general da reserva Mário Fernandes e os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira e Rodrigo Bezerra Azevedo. Eles, inclusive, são integrantes das Forças Especiais do Exército, conhecidos como "kid pretos" e altamente especializados em ações de guerrilha, infiltração e outras táticas militares de elite.

Um outro vizinho do policial federal afirmou que tinha dificuldade em acreditar que ele fosse um criminoso. "Se você bater em cada portão aqui, todo mundo vai dizer que ele é um cara gente boa e nunca fez mal a ninguém. O trabalho dele, inclusive, era admirado por nós. Então, eu não sei muito desse caso, mas é difícil acreditar", disse, também sem falar o nome.

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Papa Preso Baiano Mike Policial Federal