Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Saída antecipada e fuga na madrugada: como traficante baiano escapou da polícia no Rio de Janeiro

Imóvel de alto padrão serviu como base de criminosos armados e ponto de encontro

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 27 de abril de 2026 às 08:07

Dadá enganou a polícia n
Dadá enganou a polícia no Rio de Janeiro Crédito: Reprodução/Fantástico

Antes de escapar de uma operação policial, o traficante baiano Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dáda, utilizou uma casa no alto da comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro, como base de apoio, ponto de encontro e espaço para uma festa privada. Imagens divulgadas pelo programa Fantástico mostraram o imóvel, que possui estrutura de alto padrão, com piscina, churrasqueira, oito quartos e sistema de monitoramento por câmeras.

Após dois dias no local, o grupo deixou a mansão ainda na madrugada de segunda-feira (20), horas antes da chegada das forças de segurança, escapando sem confronto. Quando os policiais chegaram, a casa já estava vazia. O Ministério Público informou que o caso segue em apuração e trabalha com hipóteses, incluindo a possibilidade de vazamento da operação. Já a CORE negou qualquer vazamento de informações.

Imagens mostram Dadá em mansão no Vidigal por Reprodução/Fantástico

Condenado por tráfico de drogas e homicídio, Dáda está foragido desde o fim de 2024, quando fugiu do presídio de Eunápolis. De acordo com investigações do Ministério Público, ele vinha se escondendo no Complexo da Rocinha antes de se deslocar até o Vidigal. A ida à comunidade vizinha teria sido motivada pela comemoração do aniversário de três anos da filha.

Estratégia e luxo

A casa alugada funcionou como ponto de concentração do grupo ao longo do fim de semana. A localização do imóvel, no alto da comunidade e próximo à área de mata, era considerada estratégica por facilitar rotas de fuga e permitir o monitoramento da movimentação no entorno. Segundo as investigações, dias antes da chegada do traficante, homens armados já ocupavam o local.

Embora evitassem circular com fuzis expostos dentro da residência, confiando na proteção do tráfico local, registros mostram armamentos sendo armazenados nos quartos. Promotores apontam que ao menos 20 fuzis aparecem nas imagens captadas no imóvel. Os vídeos também revelam detalhes da preparação do espaço, com limpeza, organização da área externa e estrutura montada para churrasco.

Passagem secreta ficava na parede por Reprodução

Em uma das gravações, integrantes do grupo apresentam o quarto reservado ao líder, descrito como “presidencial”. Dáda chegou ao local acompanhado por seguranças fortemente armados. Durante o encontro, outros foragidos considerados de alta periculosidade também estavam presentes, como Édson Santos Cruz e Sirlon Rosário Dias Silva, que também fugiu do presídio na Bahia.

Além da celebração, o encontro também teria servido para tratar de atividades ilícitas. A principal comemoração ocorreu no domingo, com estrutura típica de festa infantil, incluindo brinquedos e algodão-doce, além de bebidas alcoólicas para os adultos.

Tags:

rio de Janeiro Operação Dadá Ednaldo Pereira Souza