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Maysa Polcri
Publicado em 6 de maio de 2026 às 17:58
A Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, abriu um procedimento administrativo para investigar a criação e divulgação de uma lista que classificou estudantes como “estupráveis". Ao menos um aluno foi afastado preventivamente após o vazamento de uma troca de mensagem entre ele e colegas. >
Segundo o centro acadêmico da universidade, o caso veio à tona após o vazamento de uma troca de mensagem entre os alunos citando a intenção de abusar sexualmente de colegas da turma. Um protesto de estudantes do próprio curso foi realizado na última segunda-feira (4) após a repercussão do caso. >
Em nota, a universidade confirmou que abriu um procedimento para apurar os fatos e também tenta identificar e responsabilizar todos envolvidos. "Diante da gravidade dos fatos noticiados, a Faculdade de Direito informa que, tão logo tomou ciência da situação, adotou imediatamente as providências cabíveis", diz. >
"A denúncia foi formalmente encaminhada à Direção, tendo sido instaurado procedimento administrativo com o objetivo de apurar, de forma rigorosa e imparcial, a veracidade dos fatos, as circunstâncias em que teriam ocorrido, bem como eventual responsabilidade disciplinar. Registra-se, ainda, que foi aplicada a suspensão liminar do discente sob investigação", acrescenta. >
Em março deste ano, um grupo de alunos do 9º ano foi suspenso após criar uma enquete no WhatsApp para eleger as “meninas mais estupráveis” do Colégio São Domingos, na zona oeste de São Paulo. Em nota, o colégio informou que tomou medidas como escuta e acolhimento das estudantes, conversa com os autores das postagens e reuniões com familiares dos envolvidos.>