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Ataque de tubarão: veja 12 orientações para reduzir riscos no mar

Guia da Universidade da Flórida reúne recomendações para banhistas, surfistas e mergulhadores; ataques são raros, mas exigem cuidados preventivos

  • Foto do(a) author(a) Mariana Rios
  • Mariana Rios

Publicado em 3 de junho de 2026 às 14:23

Advogada foi mordida por tubarão e ficou com cicatriz na perna
Advogada foi mordida por tubarão e ficou com cicatriz na perna Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Embora ataques de tubarão sejam eventos raros, especialistas afirmam que algumas medidas simples podem reduzir ainda mais o risco de incidentes durante atividades no mar. Entre as principais recomendações estão evitar nadar sozinho, não entrar na água ao amanhecer ou entardecer e manter distância de áreas de pesca.

As orientações constam em um guia do International Shark Attack File (ISAF), programa de pesquisa vinculado à Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, referência mundial no monitoramento e estudo de ataques de tubarão.

Segundo o ISAF, a probabilidade de uma pessoa ser atacada por um tubarão é extremamente baixa. Ainda assim, o órgão recomenda a adoção de práticas preventivas para minimizar riscos em praias, áreas de mergulho e outros ambientes marinhos.

Uma das orientações é permanecer sempre em grupo. De acordo com os pesquisadores, tubarões tendem a abordar com mais frequência indivíduos isolados do que grupos de pessoas. Também é recomendado não se afastar excessivamente da costa, já que isso aumenta a vulnerabilidade e dificulta o acesso rápido a socorro em situações de emergência.

Outro alerta é evitar entrar no mar durante a noite, ao amanhecer ou ao entardecer, períodos em que muitas espécies costumam estar mais ativas. O guia também orienta que pessoas com ferimentos abertos evitem a água, devido à capacidade dos tubarões de detectar substâncias químicas em concentrações muito baixas.

O uso de joias, relógios e acessórios brilhantes também não é recomendado. O reflexo desses objetos pode ser confundido com o brilho das escamas de peixes, despertando a curiosidade dos animais.

Áreas de risco exigem atenção redobrada

O documento destaca que banhistas devem evitar locais próximos a despejos de esgoto, desembocaduras de rios e áreas com intensa atividade pesqueira. A presença de cardumes, peixes-isca e aves marinhas mergulhando pode indicar regiões de alimentação de predadores marinhos.

Águas turvas também merecem cautela especial. Nessas condições, tanto pessoas quanto tubarões têm a visibilidade reduzida, aumentando as chances de encontros inesperados.

Os especialistas ainda alertam que a presença de golfinhos ou botos não significa que não haja tubarões nas proximidades. As espécies frequentemente compartilham áreas ricas em alimento.

O que fazer em caso de avistamento

A recomendação do ISAF é sair da água imediatamente caso um tubarão seja avistado nas proximidades. Os pesquisadores também orientam que ninguém tente tocar, perseguir ou provocar o animal.

Em uma situação extrema de ataque, considerada incomum, o guia recomenda que a vítima reaja de forma defensiva. Golpes direcionados ao focinho, aos olhos ou às guelras podem ajudar a interromper temporariamente a investida do animal, criando uma oportunidade para deixar a água e buscar ajuda.

As recomendações fazem parte de um conjunto de medidas preventivas adotadas internacionalmente para aumentar a segurança de banhistas, surfistas e mergulhadores em áreas costeiras.

Tags:

Ataque Tubarão